ENEM 1999 - Cidadania e participação social
Enviada em 05/11/2021
A dignidade do indivíduo é plena apenas quando ele faz parte de uma comunidade na qual compartilha responsabilidades, como já dizia a filósofa Hannah Arendt. Nos dias atuais, a sociedade contemporânea passa por um processo de massificação da juventude, a qual não permite espaços de individualidade, forçando-os a manterem-se apenas no espaço delimitado. Dessa forma, é plausível apontar como grandes responsáveis a precariedade do sistema de ensino em relação às perspectivas do futuro e o modo de organização social capitalista.
Em primeiro lugar, a ligação estabelecida entre a dinâmica escolar, que simplesmente direciona os jovens a aprovação na faculdade sem nem mesmo abordar outras opções, motivos reais para a faculdade e como lidar com este turbilhão de sentimentos, agrava significativamente a desmotivação da juventude socialmente. Ao empurrar objetivos de movo invasiva às crianças, essas se afogam no dever de corresponder às expectativas de terceiros, que em maioria sequer refletiram sobre suas próprias vontades. Logo, é necessária a reestruturação da dinâmica escolar para contribuir no desenvolvimento das perspectivas e contribuição social juvenil.
Não apenas, em segundo lugar, a maneira em que a sociedade de organiza, de cunho capitalista, afeta severamente tanto numa abordagem de alienação, não incentivando a participação política da juventude, quanto em um âmbito normativo, estabelecendo regras e oprimindo considerados “anormais”, inserindo a juventude em prisões ideológicas, cuja função é torna-los iguais. Direcionando, portanto, a solução para uma alternativa revolucionária que busca romper com essa dinâmica opressora e inserir cada vez mais as próximas gerações em direção de um futuro melhor.
Portanto, infere-se que a questão da contribuição social é um verdadeiro impasse público, cujas raízes apresentam-se de forma complexa. Sendo assim, para que nenhum constituinte seja injuriado, devidamente incentivado e orientado as questões de cidadania, urge que o Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação, atuem em prol da população por meio de projetos que instiguem o jovem a participar ativamente das questões sociais –como simuladores de eleições e votações, debates, composição de chapas e grupos estudantis escolares e entre outros-. Ademais, a sociedade também deve contribuir com o respeito as decisões dos jovens em relação à faculdade, afinal cada um é único, dono e consciente do que é melhor para si.