ENEM 1999 - Cidadania e participação social
Enviada em 07/11/2022
No mundo hodierno, nota-se o engajamento dos jovens nas questões sociais, um exemplo disso é a ativista socioambiental Greta Thunberg, uma jovem de apenas 19 anos, que iniciou um movimento para lutar contra as mudanças climáticas que repercutiu o mundo todo. Nesse contexto, no Brasil, a falta de medidas para aumentar a integração da mocidade em atos políticos e sociais é um desafio no país. Logo, é possível pontuar que não só a ineficácia governamental, como também o ensino lacunar são fatores presentes na temática.
Nessa perspectiva, percebe-se como uma causa latente do problema o descaso estatal em promover uma estrutura política mais digitalizada. Nesse sentido, segundo Steve Jobs, fundador da Apple, “a tecnologia move o mundo”. Entretanto, no Brasil atual, a ausência de ferramentas participativas baseadas em tecnologia para promover a participação política dos jovens dificulta a atuação desse grupo em ajudar a mudar o país, uma vez que eles se comunicam e manifestam majoritariamente pelos meios digitais.
Ademais, vale ressaltar a educação deficitária como um agravante do tema.Dessa maneira, conforme o patrono da educação brasileira Paulo Freire, na obra “Pedagogia do oprimido”, a educação deve ser crítica, conscientizadora, de modo que possa, então, ser libertadora. Nesse viés, o sistema educacional hodierno se opõe aos ideais de Freire, uma vez que nas salas de aula não há um incentivo para promover a participação dos jovens nas decisões e mudanças tanto dentro das escola, por meio de grêmios estudantis por exemplo, quanto fora do muro escolar, como o interesse em participar criticamente de ações políticas e sociais.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar o problema. Logo, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, por meio da mídia, deve criar um projeto que vise promover uma maior participação dos adolescentes na sociedade. Assim, o Estado deve criar um canal de informações nas redes sociais voltado para os jovens, com o objetivo de informá-los por meio de uma linguagem informal sobre as pautas que estão em discussão na Câmara e no Senado. Assim, com essa medida, a participação social juvenil será uma realidade no Brasil.