ENEM 2000 - Direito da criança e adolescente: Como enfrentar esse desafio nacional
Enviada em 08/05/2024
O livro Capitães da Areia retrata como crianças e adolescentes abandonadas batalham pela sobrevivência em um cenário periférico. Certamente, esta e dentre outras obras com a mesma temática mostram a importância de uma regulamentação adequada para os direitos desse grupo social, que é o caso do Estatuto da Criança e do Adolescente(ECA). Porém, apesar desse estatuto ter um bom teor punitivo, ele apresenta uma grande falha na prevenção dos abusos contra a classe infantojuvenil.
Primeiramente, Maria Alejandra, membra do comitê de participação dos adolescentes do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, afirma “O papel da sociedade é maior do que punir os culpados, é prevenir e proteger”. Essas aspas comprovam a boa avaliação legislativa de especialistas a respeito dessa área do sistema legislativo, e que mudanças drásticas podem ter um papel mais prejudicial do que proveitoso.
Ademais, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 20 mil casos de maus tratos contra crianças e adolescentes foram registradas em 2021, apresentado um aumento de 21% em relação a 2020. Portanto, pode-se afirmar que o Estatuto da Criança e do Adolescente(ECA) é mal formulado em relação a essa questão e necessita-se de melhorias. Portanto, deve-se ter uma reformulação disruptiva do sistema legislativo para ter uma maior eficiência na prevenção de abusos contra o público infantojuvenil.
Diante do exposto, é imperativo reconhecer a urgência de ações concretas para enfrentar o desafio nacional dos direitos da criança e do adolescente. Nesse sentido, além da punição dos responsáveis por abusos, faz-se necessária a implementação de medidas preventivas eficazes, em parceria entre o Estado e a sociedade civil. Proteger essa parcela vulnerável da população e garantir um ambiente seguro para seu desenvolvimento integral demanda conscientização, melhoria na legislação e ampliação do acesso a serviços de proteção. Só assim poderemos construir uma sociedade mais justa e igualitária, promovendo os direitos e o bem-estar das crianças e adolescentes de forma contínua e incisiva.