ENEM 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
Enviada em 08/09/2019
É fato que a Primeira Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra, possibilitou o desenvolvimento de diversas técnicas voltadas para a produção em grande escala. No entanto, apesar do avanço tecnológico e econômico que o mundo conheceu, fica evidente seu caráter problemático ao meio ambiente seja pelo interesses lucrativas, seja pela negligência do poder público. Com efeito, faz-se necessário meios para conciliar o desenvolvimento e a preservação ambiental no país.
Em primeiro plano, é indubitável que a teoria marxista é aplicável à engrenagem brasileira. A esse respeito, a busca desenfreada pelo lucro rege os modos de produção e as relações homem-natureza. Assim, empresas e indústrias exploratória não se preocupam com os impactos que suas ações podem provocar na sociedade, no ecossistema e nas próximas gerações. Como prova disso, são as multinacionais criadas para beneficiar-se das minas de ferro, sobretudo em Minas Gerais, e que, no contexto atual, são as responsáveis pelas maiores tragédias ambientais do país: a de Mariana e de Brumadinho. Todavia, enquanto esse modelo econômico tradicional persistir, violações contra o meio ambiente e comunidades ainda serão realidade.
Por outro plano, a indiferença do Estado corrobora para a reincidência dos crimes contra a fauna e a flora. Sob esse viés, segundo o advogado e analista ambiental Rogério Rocco, há, no Congresso, diversos projetos de leis e de emendas à Constituição que pretendem abolir definitivamente a exigência de licenciamento ambiental. Logo, fica claro que os interesse políticos-econômicos dos membros do poder público faz com que o meio ambiente sofra ainda mais. Tal fato, fica evidenciada a partir dos relatórios produzidos pela Controladoria Geral da União que indicou que os principais institutos federais responsáveis por averiguar o cumprimento das regras ambientais convivem anualmente com déficits de fiscais ambientais. Contudo, é contraditório que a a nação verde-amarela busque ser desenvolvida, mas seja tão negligente em relação à fiscalização e punições.
Mediante ao elencado, como um organismo que depende do sistema imunológico, o meio ambiente necessita de mecanismos defensórios. Sendo assim, empresas e indústrias exploratórias, a partir de parcerias com universidades, devem investir em pesquisas para reduzir os impactos de suas atividades na natureza, a fim de incrementar uma cultura de prevenção e cuidado diante dos ecossistemas e futuras gerações. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente, por meio de ações judiciais pertinente, compete enrijecer a regulamentação sobre as práticas ligadas à natureza, bem como a aplicação de multas mais severas aos setores industriais que não cumprirem as limitações estabelecidas, dessa forma poder-se-á conciliar o desenvolvimento e a preservação ambiental no país.