ENEM 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?

Enviada em 11/09/2019

Ao afirmar, “se queres prever o futuro, estuda o passado”, o filósofo chinês Confúcio faz, de certa maneira, uma comparação entre eles. De fato, ele estava certo, pois conciliar interesses entre o desenvolvimento e preservação ambiental não é um problema apenas atual. Desde o descobrimento do país, com a exploração inconsequente do Pau-Brasil pelos colonizadores portugueses. Assim como, hodiernamente, as adversidades ainda persistem, sendo a indiferença governamental com o meio ambiente ameaçando a preservação da fauna, flora e a população que habita essa região. É indiscutível que a indiferença governamental com o meio ambiente, hoje, está entre as causas do problema. Sendo evidenciada maior discussão acerca do assunto após divulgações na mídia brasileira de incêndios na Amazônia, gerando uma crise no governo após o presidente Jair Bolsonaro ter demitido o pesquisador chefe do INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Ricardo Galvão por este ter divulgado dados alarmantes sobre o assunto, o que causou imenso desagrado ao executivo. Tal desconforto é justificado pela imensa dificuldade em conciliar o desenvolvimento regional e econômico brasileiro, tão dependente do setor agropecuário, o qual demanda imensa quantidade de recursos como: um imenso consumo de água potável, grandes áreas para cultivo de solo, sendo esse ocupado por meio de queimadas. Tal interesse contrasta com a preservação da fauna, flora e população que habita essa região, sendo muito necessário um equilíbrio entre esses pontos de vista opostos. Portanto, indiscutivelmente, as autoridades competentes precisam agir para reverter a questão. Desse modo, o governo deve reduzir o desconto de seus programas de benefícios fiscais a quem ocupa essa região, seja da agropecuária ou industrial, os cedendo a outras. Nesse sentido, essa medida pode promover a dispersão para outras regiões carentes de desenvolvimento, como a nordestina. Porém, o maior beneficiado pela redução ocupacional amazônica seria a fauna, flora e a população que a habita, descendentes dos primeiros nativos do Brasil.