ENEM 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
Enviada em 18/09/2019
No poema de Carlos Drummond de Andrade “No meio do Caminho” são mencionadas repetidamente pedras, as quais podem ser retratadas como obstáculos que impedem os avanços sociais. Destarte, muitas vezes, a natureza é considerada como empecílio ao desenvolvimento econômico, visto que processos de destruição natural são constantes. Desse modo, é relevante discutir sobre o conflito gerado entre as inconsequentes práticas econômicas e a indispensável preservação ambiental.
Em primeiro lugar, é necessário destacar a influência do capitalismo industrial no cenário de devastação da natureza. Nesse sentido, observa-se que na competição comercial a busca por matérias-primas sempre esteve presente. Um dos maiores exemplos disso é o Imperialismo Europeu sobre a África, no qual os países buscavam dominar politicamente o povo Africano, para utilizarem seus recursos naturais, em prol de impulsionar a indústria. Dessa forma, a partir de atitudes como essa que incentivam conflitos e problemas ambientais, observa-se a imprudência de muitos países e empresas em relação à medidas que amenizem os efeitos das práticas industriais sobre a natureza e a sociedade.
Em consequência disso, a cada ano o ambiente mostra-se mais vulnerável e danificado. Práticas como o desmatamento, a poluição do ar, água e solo, produção exagerada de lixo, e o uso de combustíveis fosséis são frequentes no cotidiano da população. Nessa perspectiva, nota-se que questões importantes para sobrevivência não são resolvidas, o que auxilia em um processo cada vez mais intenso de destruição do ambiente com o objetivo de desenvolvimento ecônomico. Cenário que é observado, principalmente, com o incentivo ao consumismo, que não só gera lucros para empresas, mas também uma utlização exagerada e desnecessária de recursos naturais. Desse modo, percebe-se que há também a irresponsabilidade da população com seu estilo de vida.
Urge, portanto, que ações sejam realizadas para reduzir os efeitos do desenvolvimento econômico sobre o ambiente. Cabe ao Governo, em consonância com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), promover um mapeamento de regiões com maiores danos ambientais. Assim, por meio de pesquisas locais busquem medidas para minimizar os impactos, além de responsabilizar e multar empresas que estejam envolvidas na destruição do ambiente local. Para que, os empresários sejam punidos devidamente e percebam que sua imprudência também pode gerar gastos e impecílios ao seu crescimento econômico. Ademais, a escola deve promover campanhas educacionais que conscientizem sobre a importância do consumo consciente. Em vista disso, a população pare de caracterizar a conservação da natureza como uma pedra em seu caminho.