ENEM 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?

Enviada em 25/10/2020

No século XX, o Brasil assinou o pacto do Protocolo de Montreal, no qual assumiria a responsabilidade de reduzir drasticamente a emissão de gases poluentes na atmosfera. Contudo, observa-se que esse pacto vem sendo violado no país. No ano de 2020, de acordo com o site de notícias “Portal G1”, nunca na história nacional houve um desmatamento na Amazônia como esse que ocorre no cenário hodierno. Diante do exposto, é mister que interesses privados juntamente com a ineficácia estatal, colabora para esse quadro deletério.

Em primeira análise, De acordo com a ótica do filosofo coreano Byung-Chul Han, a “sociedade do cansaço” é caracterizada pela produtividade e desempenho a qualquer custo. Sobre esse viés,  o desejo de exploração e ambição do proprietário de terras privadas não é diretamente proporcional com a preservação ambiental, pois, em muitas das vezes a expansão ocorre por meio de queimadas e assim emitindo Co2 para a atmosfera. Sendo assim, cabe maior fiscalização do Estado para diminuir a violação ao protocolo que um dia foi assinado com a finalidade de garantir a preservação e o anseio ambiental.

Em segundo lugar, há uma carência em fiscalização esporádica e também de políticas públicas para o progresso do corpo social. Segundo o pensador Thomas Hobbies, é dever da máquina estatal a fiscalização para preservar, como também, prover o desenvolvimento de sua sociedade. Entretanto, não havendo a eficácia em ambas das partes, ocasiona em um distúrbio ecológico, pois a falta de harmonia entre a preservação e o desenvolvimento é o estopim para gerar o fenômeno da ilha de calor.

Portanto, para preservação e desenvolvimento biótico, o Ministério do Meio Ambiente, por meio de verbas governamentais, promover concursos públicos para elevar o número de servidores do (IBAMA) e com isso, aumentar as fiscalizações nos seis biomas nacionais, atuando no combate da caça ilegal e contra os desmatamentos e queimadas. Dessa maneira, continuando o pacto do Protocolo de Montreal.