ENEM 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
Enviada em 10/03/2021
Durante o período Paleolítico, o ser humano extraía da natureza suprimentos necessários para sua subsistência. Todavia, com o desenvolvimento tecnológico e a evolução de um cotiano líquido consumista, a exploração dos bens naturais tornou-se compulsiva e destrutiva. Seja pelo processo de urbanização acelerado promovido pelo Estado na busca de lucros, como também, pelo avanço do mercado industrial produtivo sem se importar com limites de áreas ambientais, que visa a produção massiva de objetos de baixa durabilidade para estimular o consumo; é possivel notar o desequilíbrio na balança entre o crescimento econômico e a conservação ambiental.
Em primeiro plano, é pertinente pontuar a ausência de projeções para com a expansão de cidades, tal como o Brasil, o qual possui 83% de sua população residindo em centros urbanos. Nessa lógica, a especulação imobiliária é um problema alarmante, visto que compele pessoas de baixa renda à habitarem periferias construídas em áreas de preservação e sem infraestrutura. Contudo, tal atitude demonstra o descumprimento do Estado para com um direito da Constituição de 1988, que considera um direito social a moradia digna. É imprescidível a necessidade de estudos rigorosos se necessário for a extração de árvores, até mesmo para construção de novos edifícios no país brasileiro. Logo, é imprescidível a necessidade de estudos rigorosos para avaliar a viabilidade da extração de árvores, até mesmo para construção de novos edifícios no Brasil.
Além disso, o mercado visa a produção excessiva de produtos com baixa tenacidade. Consequentemente, isso colabora para o curto período de uso do instrumento e a aquisição de outro utensílio. Isso contribui para o fornecimento de incentivos fiscais à empresas exploradoras de matérias-primas, como a Vale do Rio Doce, com a intenção de aumentar a produção industrial e a circulação de produtos. Contudo, apesar dos países do mundo contemporâneo necessitarem de alta circulação de capitais pelo globo terrestre, é inadmissível, esse modelo atual de exploração, pois não visa a regeneração dos danos infligidos ao planeta, ocasionando desastres como o de Brumadinho, que em janeiro de 2019, de acordo com o jornal o Globo, destruiu uma comunidade próxima da empresa.
Portanto, a fim de reduzir a exploração ambiental desenfreada, o Ministério Público em parceria com profissionais de engenharia e geografia, por meio da utilização de verbas públicas de impostos, deve regular áreas de habitação intocáveis pelo meio privado e monitorar a atuação de empresas extrativistas, de modo a não permitir a exploração de terrenos instáveis, como também, reduzir crimes contra a humanidade, em que pessoas são removidas de suas moradias para ceder espaço para novos mercados.