ENEM 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?

Enviada em 19/05/2021

Alinhar a economia mundial ao desenvolvimento sustentável é um desafio recorrente na história da humanidade. Desde 1970, a humanidade está em déficit ecológico com a Terra, consumindo mais recursos naturais do que a capacidade do planeta. Nesse contexto, em 1972, ocorreu a Conferência de Estocolmo que abordou, pela primeira vez, a produção industrial dos países ricos como causa da degradação da natureza. Dessa forma, para conciliar o desenvolvimento e a preservação deve-se aumentar a eficiência do capital natural e a regularização ambiental, estabelecendo limites à exploração.

Pode-se definir como capital natural o estoque de recursos naturais renováveis e não renováveis, que juntos, produzem o fluxo de bens e serviços à sociedade. Segundo Greta Thunberg, ativista sueca que luta contra as mudanças climáticas, afirma que estamos em uma extinção em massa diante do esgotamento dos recursos naturais, demonstrando sua importância. Assim, a gestão por meio de investimentos em sustentabilidade e na preservação ambiental, realizando práticas como o reflorestamento, uso moderado e eficaz dos recursos naturais, permitem a preservação da fauna e da flora. Ademais, é necessário que tanto as pessoas quanto as empresas atuem no desenvolvimento sustentável.

Vale ressaltar que no Brasil, ocorre o sistema capitalista, em que o principal objetivo é o lucro, mesmo que ocorra a destruição do meio ambiente. O documentário “The True Cost" retrata diversas indústrias de moda, que se baseiam apenas no lucro e no crescimento, bem como os seus impactos ao meio ambiente e a vida das pessoas. Por conseguinte, impor limites e impostos as empresas poluidoras e benefícios a aquelas sustentáveis permitindo o desenvolvimento desse mercado e ao mesmo tempo a preservação ambiental.

Em virtude dos aspectos abordados, o desenvolvimento sustentável deve ser capaz de suprir as necessidades do presente, mas sem impactar negativamente no futuro. Desse modo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente o aumento na fiscalização das legislações contra o desmatamento e o uso indevido dos recursos naturais, bem como campanhas de conscientização, para empresas e a sociedade, com a finalidade de combater e impedir o uso indevido dos recursos naturais, afinal caso não realizadas, a população sofrerá com as consequências.