ENEM 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
Enviada em 13/10/2021
Desde a revolução verde, a introdução de mecanização na agropecuária tornou o processo de produção mais eficiente, e assim expandindo áreas ocupadas. No entanto, as consequências causadas no meio ambiente configura um grave problema em virtude da priorização dos interesses financeiros e da sociedade consumista.
Dessa forma, em primeira análise, é possível observar que a ambição por obter lucro é causa expressa do problema. No século XXI é notável o interesse de vários governos em garantir benefícios próprios, e assim aumentar sob qualquer custo a produção interna, mesmo que isso causa degradação do meio ambiente. Logo, é notório que enquanto os governantes estiverem atentos apenas para a quantidade de capital que lhes é atribuído e não conterem a destruição do planeta, o problema permanecerá exposto.
Além disso, o alto nível de consumo da sociedade é um desafio presente no problema. Conforme o sociólogo Pierre Bourdieu defende em sua teoria do habitus, todo indivíduo é influenciado por hábitos enraizados na sociedade. Assim sendo, a grande oferta de produtos em que a sociedade é exposta torna todos interessados em obter cada vez mais, não admitindo olhar para o que ocorre no meio ambiente, pois a procura aumenta e, por consequência os recursos naturais se esgotam. Além do pensamento individualista de não pensar nas próximas gerações que ficarão com a natureza de deteriorada.
Portanto, evidente a necessidade de intervir na problemática com o objetivo de conciliar a economia com a preservação do meio ambiente. Dessa forma, é dever do Ministério do meio ambiente, órgão responsável pela regulamentação das atividades relacionadas à natureza destinar áreas específicas para exploração ligada à economia e preservar áreas de risco, através de fiscalizações periódicas com o objetivo de obter uma conciliação entre o patrimônio do estado e a preservação ambiental.