ENEM 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
Enviada em 21/10/2021
Na Primeira Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra no final do século XVIII, houve um aumento abrupto da produção e, concomitantemente, o início de uma era baseada na exploração exacerbada do meio ambiente. Não obstante deste cenário, atualmente, percebe-se a importância do desenvolvimento aliado à preservação ambiental para a diminuição de problemas ecológicos nacionais. Dentre estes, vale citar o desmatamento secular que ocorre no país e o uso de fontes energéticas poluentes.
A priori, é imperativo destacar os alicerces históricos que corroboram para o soturno contexto da depredação florestal brasiliense. Como exemplo, cabe citar os ciclos do pau-brasil e da borracha, ocorridos, respectivamente, nos séculos XVI e XIX, responsáveis, segundo Claudio Vincentino, importante historiador brasílio, pela exploração tanto da Mata Atlântica, como da Região Amazônica. Dessa forma, depreende-se como os danos ambientais e suas devidas consequências são um problema enraizado na sociedade, visto que remontam a tempos longínquos de períodos coloniais e se tornaram hábitos extremamente impregnados no modo de agir de um povo. Tais acontecimentos apenas fotalecem uma noção de indiferença quanto ao meio ambiente cultivida ao longo das gerações, pois caracterizam a preservação ambiental como um impasse ao desenvolvimento econômico.
Em segunda instância, é oportuno comentar sobre a limitada fonte energética do Brasil e seus resultados no meio ambiente. Exemplificando, é lícito mencionar sobre as pesquisas da fonte midiática “ÉPOCA”, nas quais é expresso que cerca de 30% dos gases estufa emitidos no território brasileiro provém de termoelétricas. Dessa feita, nota-se como uma limitada diversidade de matrizes na energia elétrica pode impactar, drasticamente, a situação ambiental do país, uma vez que este fica incapacitado de recorrer à fontes renováveis em tempos de crise. Exemplificativamente, é conveniente destacar “O Apagão”, ocorrido em 2001, marcado pela falta de energia elétrica no Estado brasileiro devido às secas, as quais impossibilitaram a geração de eletricidade pelas hidroelétricas, única fonte produtiva até o período.
Portanto, em vista dos fatos supracitados, urge a necessidade do governo, por meio de uma parceria com instituições de ensino, financiar pesquisas e estudos, especialmente sobre a prevenção do desgaste no solo, com o intuito de que não seja necessário a expansão desordenada da fronteira agrícola para que a agricultura nacional permaneça estabilizada. Ademais, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, mediante uma associação com ONGs, Organizações Não Governamentais, elaborar um projeto de propagação de hábitos ecologicamente corretos, em específico pelas redes sociais, a fim de que contextos de extrema poluição como os da Primeira Revolução Industrial não se repitam.