ENEM 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
Enviada em 02/11/2021
Em 1992, o Brasil sediou a primeira Conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente, uma chamada Eco-92. Neste sentido, através da abertura de um debate sobre a relação entre economia e preservação ambiental, nasceu o termo “Desenvolvimento Sustentável”, tendo em vista o progresso da indústria sem a degradação completa dos recursos naturais do planeta. No entanto, após quase 20 anos de debate, o Brasil ainda apresenta uma postura irresponsável diante das normas ambientais, uma vez que: o desejo de expansão do agronegócio faz com que essas áreas invadas de preservação e, assim, causem um desequilíbrio do ecossistema.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que o agronegócio é muito importante para a economia brasileira, uma vez que representa 21% do PIB do país e cresce a cada ano, segundo o Ministério da Agricultura. Em contrapartida, porém, este mercado causa danos ao meio ambiente. Baseando-se em um relatório da ONU, sabe-se que cerca de 70% das áreas desmatadas na América Latina foram destravadas a práticas como o pastoreio extensivo e o cultivo de soja, demostrando assim, que o desejo de expansão e lucratividade com o agronegócio não respeitando as normas ambientais de preservação e invadir áreas de proteção.
Atrelada a esta perspectiva, faz-se preocupante o impacto desta devastação ambiental no ecossistema. O desmatamento causa um desequilíbrio nos ciclos biogeoquímicos, pois com o corte das árvores, o processo de transpiração, qual as plantas liberam água no estado gasoso é interrompido e, em grandes proporções, a falta deste gera um clima mais seco ou maiores períodos de estiagem que podem comprometer um vazão dos rios e dos reservatórios de todo país. Depreende-se então, que a degradação ambiental modifica vida no planeta todo, afetando não somente a fauna e a flora endêmica da região devastada, como também a vida humana.
Observa-se, portanto, que o desenvolvimento sustentável deve ser posto em prática, uma vez que só traz benefícios à vida humana. Assim, são exigidas um fim de cessar o expansionismo do agronegócio em áreas de preservação. Para que isso ocorra, o Ministério do Meio Ambiente, em coparticipação com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), deve reformular a fiscalização ambiental do país e os pedidos de investimentos externos para o recebimento de novas tecnologias agrárias, que proponham o cultivo e criações bovinas mais sustentáveis e lucrativos, a fim de produzir mais sem a necessidade de adquirir novas áreas. Desta forma, o meio ambiente será preservado, sem deixar de lado o desenvolvimento econômico.