ENEM 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?

Enviada em 25/03/2022

No filme de animação Wall-E, é apresentada uma Terra distópica em que a poluição e o acúmulo de lixo chegaram a seu limite, resultando na extinção das condições para sobrevivência de seres vivos. Diante disso, a humanidade encontra como alternativa deixar o planeta e habitar uma grande nave no espaço sideral. Embora seja uma obra ficcional, o filme se aproxima da realidade ao apresentar resultados, já previstos, da má utilização da natureza e de seus recursos, visando somente avanços e lucros que consequentemente causam enormes impactos, especialmente ambientais.

Em primeiro lugar, é possível citar, que o modelo de desenvolvimento atual somado ao crescimento populacional e consequente aumento do consumo, se mostra insustentável em um planeta com recursos finitos. É estimado que em uma década seja preciso o dobro de matéria-prima que a Terra oferece para suprir a demanda da sociedade, de acordo com a ONG Green Peace. Ainda pode-se citar questões como o descarte inadequado de resíduos poluentes no solo, água e ar, um baixo percentual de reciclagem, a mineração, a agropecuária na questão do desmatamento, de queimadas e uso de recursos hídricos, e até mesmo dos descartes de lixo e esgoto urbanos.

Em segundo lugar, é fato que tais ações afetam todo o conjunto da biosfera e seus contituíntes. A recorrente extinção de animais e plantas, os problemas respiratórios causados por poluição automobilística e industrial, a ocorrência de chuvas ácida em grandes metrópoles e o aquecimento global em um todo evidenciam os estragos causados ao planeta.

Portanto, apesar de não ser simples conciliar extremos opostos, cabe ao poder público especialmente ao Poder Legislativo, a elaboração e fiscalização de leis que estabeleçam limites de emissão de poluentes e incentivo ao uso de alternativas sustentáveis, como energias limpas e reciclagem para grandes empresas poluidoras, a fim de diminuir e frear o estrago causado pelo desenvolvimento e controlá-lo, fazendo com que assim o avanço seja feito de forma mais consciente e possa coexistir com a sustentabilidade, para que assim o futuro mostrado em Wall-E permaneça apenas na ficção.