ENEM 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
Enviada em 11/07/2022
O preço do desenvolvimento é o desmatamento
Logo após a chegada dos espanhóis e portugueses na América o processo de destruição ambiental se iniciou em virtude da busca por riquezas provocada pelas vertentes do Capitalismo Comercial. Só para exemplificar, no Brasil o desmatamento da Mata Atlântica começa com a extração do pau-brasil. Do mesmo modo, as políticas imperialistas promovidas pelos países europeus certamente foram as principais responsáveis por mais da metade do desmatamento do continente africano. Portanto, é evidente a forma que o desenvolvimento de muitas nações foi pago por meio da exploração natural de outras.
Por conseguinte, o livro “Ideias para adiar o fim do mundo”, do indígena ambientalista Ailton Krenak, retrata não só a forma em que a sociedade globalizada parasita os recursos naturais do planeta como também o modo em que os países destroem a própria natureza em prol do desenvolvimento econômico. Ademais, com os avanços científicos e tecnológicos o desenvolvimento sustentável surgiu como uma forma interessante de conciliar economia e meio-ambiente, entretanto, poucos países aderiram este mecanismo uma vez que geraria maior gasto estatal.
Embora na última década tenha aumentado a discussão a respeito da necessidade da preservação ambiental, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) a taxa de desmatamento na Amazônia Legal Brasileira aumentou cerca de 22% em 2021 ao passo que as queimadas antrópicas no Cerrado cresceram cerca de 32%. Destarte, o principal responsável pela devastação dos biomas brasileiros é o agronegócio, visto que o governo brasileiro baseia sua economia na exportação de commodities e favorece a bancada ruralista.
Em síntese, é de extrema importância a conciliação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Desse modo, uma ação conjunta envolvendo a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Greenpeace podem ser úteis ao elaborarem um projeto que incentive financeiramente os países a investirem em mecanismos sustentáveis como por exemplo a agricultura sustentável e fontes de energia renováveis. Além disso, é imprescindível reuniões anuais entre as potências econômicas para a elaboração de mecanismos de preservação ambiental.