ENEM 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
Enviada em 24/10/2022
Em outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: a Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante o direito à saúde a todos. Entretanto, o conflito dos interesses sobre o meio ambiente - o qual possui grande influência na saúde da população - dificulta a conclusão deste direito. Sob tal ótica pressupõe que se combata o uso exacerbado dos sistemas agrícolas na natureza, e, juntamente, a omissão estatal.
A priori, é imperioso destacar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, pela ONU, assegura que todo indivíduo faz jus a direitos básicos, como exemplo, a saúde, porém, o frequente conflito entre a preservação ambiental e o desenvolvimento, corrobora para que a conclusão de tal direito se torne cada vez mais distante de ser vivenciada. Segundo o instituto Brasileiro de Geografia e Estatitica, a agricultura é responsável por 90% da perda da vegetação em 2021. Portanto, são necessários meios de intervir a tais locais estipulando limites, propondo beneficiar o desenvolvimento sem grandes prejuízos à natureza e à saúde populacional, a fim de não tornar os direito de 1948 privilégios.
Outrossim, a omissão estatal inviabiliza a melhoria da situação atual, A esse respeito, o filósofo inglês John Locke, criou o conceito de “Contrato social” o qual a partir desse o cidadão deve confiar o Estado, que, por sua vez, garante os direitos inalienáveis à população. Todavia, o atual uso exagerado do meio ambiente, traz consequências a sociedade e evidencia que o Poder público se mostra incapaz de cumprir com o contrato de Locke, findando a uma população sem o devido apoio governamental e de modo gradual obriga o cidadão a conviver sem a conclusão de seus direitos.
Portanto, é mister que medidas sejam tomadas para amenizar a problemática. Desse modo, as instituições escolares - responsáveis pela transformação social - devem ensinar os jovens a buscar melhorias do estado, isso sendo feito por meio de projetos pedagógicos, como exemplo, palestras com o uso da função conativa da linguagem convencendo-os à busca pela autoconscientização, e por seus direitos. Feitos isso, gradualmente, romper a inércia estatal e garantir o tratamento previsto pelas Nações Unidas, deixando de ser, em breve, uma utopia no Brasil.