ENEM 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
Enviada em 31/10/2022
Na obra “Utopia”, o escritor Thomas More retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa no cenário atual brasileiro é o oposto do difundido pelo autor, haja vista que o desenvolvimento e preservação ambiental ainda é um entrave a ser mitigado. Nesse contexto, cabe discutir o fato de que o problema existe devido não só à priorização de interesses financeiros, como também à impunidade.
Em primeira análise, a supremacia de interesses mercadológicos é um desafio presente na problemática. Isso acontece porque, de acordo com Foucault, a sociedade só considera o ser humano útil quando está produzindo. Nessa perspectiva, tal concepção é clara no desenvolvimento e preservação ambiental, visto que a necessidade de produzir e progredir é tão grande, que a questão ambiental tem se tornado cada vez mais preocupante. Logo, é preciso que a lógica capitalista seja revista urgentemente.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é o caso da injustiça. Sob esse viés, segundo Marquês de Maricá, “a impunidade promove os crimes e de algum modo os justifica”. Nesse sentido, não se pode deixar de notar que a impunidade mantém o problema do desenvolvimento e presenvação ambiental, uma vez que as pessoas que destroem o meio ambiente a todo custo deveriam ser punidas, mas acabam não sendo. Dessa forma, urge que a justiça exerça seu papel.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, o Poder Público - conjunto dos órgãos através dos quais o Estado exerce funções específicas - deve investir no desesnvolvimento aliado à preservação ambiental, por meio da destinação de verbas, a fim de reverter a supremacia de interesses mercadológicos que impera. Paralelamente, o Ministério da Justiça - órgão do Governo responsável pela ordem jurídica - deve criar um intensivo de julgamentos, por intermédio de plantões com juízes, com o fito de superar a impunidade que se instala no tema abordado. Sendo assim, o corpo social retratado por Thomas More poderá ser uma realidade.