ENEM 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?

Enviada em 26/07/2023

Thomas More, em sua obra “Utopia”, descreve uma sociedade perfeita, isto é, sem quaisquer mazelas sociais. Tal perspectiva,entretanto, encontra-se muito distante da realidade brasileira, uma vez que esta apresenta diversos problemas, entre eles a dificuldade em conciliar o desenvolvimento e a preservação do meio ambiente. Sendo assim, a industrialização e a negligência estatal para com o meio ambiente fazem-se importantes causas desse conflito.

Sob esse viés, é imperativo ressaltar que as indústrias são grandes responsáveis pela poluição. Nesse sentido, tudo começou com a Revolução industrial, pois ela impulsionou a queima do carvão para que houvesse energia suficiente para uma produção em larga escala. Essa situação promoveu aos poucos o aumento do gás carbônico na atmosfera, fato que, hoje, provoca graves consequências e que, mesmo tendo consciência, o homem persiste, em busca de dinheiro e de prosperidade da sua nação. Dessa forma, é fundamental que haja o meio termo, pois os extremos do conflito em questão são prejudiciais para a humanidade.

Outrossim, é válido salientar que o governo brasileiro é negligente com a natureza brasileira. Segundo John Rawls, um governo ético é aquele que disponibiliza verbas suficientes para todos os setores da sociedade. Esse cenário, infelizmente, não é visto no país, uma vez que existem poucos projetos destinados à melhoria da situação ambiental, já que, na grande maioria das vezes, a economia é priorizada. Desse modo, é primordial que o Estado passe a ter uma atitude mais democrática, promovendo um desenvolvimento sustentável, método que equilibra as prioridades dos governantes.

Portanto, medidas são necessárias para combater a dificuldade em conciliar o desenvolvimento e a preservação do meio ambiente. Para tanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente— responsável pela administração das questões ambientais brasileiras— promover um projeto que obriga todas as indústrias a reflorestar uma porcentagem das áreas desmatadas do país. Isso acontecerá por meio de uma mudança nas leis ambientais a fim de regulamentar o desenvolvimento sustentável nacional. Assim, a indústria e o Estado estarão comprometidos com o equilíbrio ambiental, aproximando o Brasil da concepção de Rawls.