ENEM 2001 - Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
Enviada em 18/10/2024
Na obra Utopia de Thomas Monre é retratada uma sociedade perfeita, livre de mazelas socias. Portanto, observa-se que na realidade contemporânea, é o oposto da qual o autor prega, uma vez que o conflito entre o desenvolvimento global e a preservação ambiental, apresenta barreiras para tal cenário. Nesse sentido, é notório a ganância do ser humano,e a negligência estatal que acabam desencadeando tal mazela.
Primordialmente, segundo o filósofo Karl Max o sistema capitalista visando obter lucro, faz tudo ao seu alcance, sendo assim, ignorando seus efeitos negativos causados por essa busca excessiva pela capital. Dessa forma, tal crítica pode ser associada à realidade brasileira, dado que o setor industrial, com a intenção de obter maior desenvolvimento social e econômico, acaba entrando em conflito com a preservação do meio ambiente. Prova disso, é que de acordo com a pesquisa realizada por Paulo Adório, apenas 22% da cobertura florestal original esta preservada, o que fica nítida a necessidade de conter esse avanço imediatamente.
Outrossim, é evidente a inoperância estatal perante a esse entrave, o que contradiz o pensamento do filósofo inglês Thomas Hobbes, que ressalta que o Estado é responsável por fornecer todos os recursos que garantem o avanço de toda a coletividade. Com isso, é notável o interesse estatal em obter mais ganhos e não se importar diretamente com o que esta ocorrendo com o planeta, exemplo disso, é a falta de políticas públicas focadas nesse empecilho, falta de fiscalizações e legislações focadas no âmbito ambiental.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para que essa problemática se dissolva. Para que isso ocorra, cabe ao Ministério do Meio Ambiente-órgão responsável por preservá-lo- em conjunto com o Poder Legislativo, acabar com a degradação ambiental ilegal, por meio de criações de leis eficazes, com a finalidade de punir quem contribuir de alguma forma com esse entrave. Para que assim, a sociedade se torne cada vez mais parecida com a retratada por Monre.