ENEM 2002 - O direito de votar

Enviada em 10/09/2020

Desde a instituição do voto universal no Brasil, pela Constituição de 1988, todos os cidadãos, independente de seu gênero ou religião, poderiam votar. Porém, é notório que a presença feminina na governação ainda é mínima, principalmente devido ao machismo estrutural enraizado nos princípios da comunidade, gerando consequências como o mal entendimento político no âmbito feminino. Ademais, é imprescindível a importância dos jovens no governo, visto que a geração hodierna é marcada por movimentos sociais democráticos, sendo o voto, uma das principais concepções progressistas.

Em primeira análise, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, as mulheres representam 16% das cadeiras no Senado, todavia elas simbolizam 53% do eleitorado nacional, essa pesquisa só evidencia em como as mulheres ainda estão em uma posição passiva na política, visto que o voto feminino brasileiro, foi conquistado há apenas 88 anos. Além disso, deve-se ressaltar que a presença política feminina é recente, apesar de estar aumentando a cada ano, as mulheres ainda adotam uma posição inativa em relação ao governo. Dessarte, isso fomenta consequências funestas, tais como a rara participação do público em candidaturas eleitorais, além da alienação de parte da comunidade em relação a política nacional.

Sob um segundo olhar, os jovens contemporâneos são conhecidos como a geração dos movimentos sociais, em que a maioria da comunidade juvenil apoia uma sociedade democrática, guiada por princípios éticos e progressistas. Outrossim, a participação política desses jovens é notória, visto que antes da maioridade, já estão atentos em relação a política nacional e mundial, principalmente em redes sociais como o twitter. Analogamente, as decorrências geradas são benevolentes, afinal, a maior participação política garante uma gama de indivíduos mais democrática e igualitária, visando os direitos de todas as camadas sociais. Isso é consoante com o pensamento de Platão, que profere que a penalização pela não participação política, é uma sociedade inferiorizada e preconceituosa, portanto deve-se haver uma atuação governamental ativa, para gerar-se uma sociedade democrática.

Por tal prerrogativa, é de incumbência do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, incentivar a posição feminina ativa na política, principalmente em relação ao eleitorado nacional, sendo realizado por meio de palestras nos centros comunitários, para mulheres politicamente ativas, com o objetivo de promover um interesse dinâmico ao público feminino, em relação à política. Além de que, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, deve utilizar da força democrática juvenil para fomentar uma sociedade progressista, ao estimular os votos eleitorais por meio de propagandas nas redes sociais, com a finalidade de impulsionar uma sociedade democrática, seguindo os princípios de Platão.