ENEM 2002 - O direito de votar

Enviada em 01/11/2020

A constituição promulgada no ano de 1988 exauria qualquer resquício das violências instituídas pela Ditadura Militar, iniciada no ano de 1964. Tal Constituição nos proporciona direitos básicos de cidadãos, sendo um deles o sufrágio universal, tão importante para uma democracia sólida e peça fundamental para a exerção da cidadania.

Na Grécia Antiga, berço do sistema no qual vivemos hoje, aqueles que se privavam do voto e das discussões políticas eram denominados como “idiotes”, palavra que originou o adjetivo “idiota” em português. Platão os definia de forma mais branda, porém, não acrítica: “aqueles que não se interessam por política não podem reclamar quando forem governados por indivíduos mal-intencionados”. Mais de 2000 anos depois, o filósofo Oscar Wilde buscava também inspirar seus concidadãos à participação política: “a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem e de uma nação”. O espaço de tempo e a similaridade dos alvos do discursos revelam uma coisa: a necessidade atemporal da fomentação à participação do homem comum na política.

O voto é extremamente necessário para a manutenção da democracia, das instituições públicas e dos direitos individuais. A falta de interesse político por parte das massas ocasiona na perpetuação do status quo e a ascensão de políticos tiranos ao poder, o que torna essa falta muito conveniente para aqueles governantes que não visam o bem da população. Sendo assim, o Estado pode promover campanhas de propaganda para conscientizar sua população a votar mais, mas, só uma sociedade que exerce a dialética e promove discussões políticas pode votar bem.