ENEM 2002 - O direito de votar

Enviada em 19/10/2020

Na Idade Antiga, a democracia fora idealizada e difundida na pólis de Atenas, localizada na Grécia Antiga. Excluindo mulheres, escravos e estrangeiros, o direito ao voto não era para todos. Em relação a isso, evidencia-se as transformações que ocorreram na sociedade, vez que, atualmente, o direito ao voto é assegurado constitucionalmente. Entretanto, no Brasil, somente em  1983, após o movimento de “Diretas já” fora concebido o direito ao voto sem exclusões sociais. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.

Em primeira análise, pode-se considerar  o “voto de cabresto” como aliado ao atraso do Brasil ao que se entende como “voto universal”, vez que ao usarem da força e influência, coronéis com alto  poder aquisitivo governaram o país por dezenas de anos, o que fez com que aqueles que são menos favorecidos socialmente não estivessem desfrutando socialmente do seu direito ao voto, ao não escolher de seus devidos representantes e assim retardar o processo democrático do Brasil. Contudo, ainda hoje, é possível relacionar a condição financeira a representação política, visto que os custos de campanha são altos.

Em consequência disso, tem-se como marco do direito ao voto, o fim da Era Vargas e a implementação do voto secreto, rompendo as relações oligárquicas dos coronéis com os cidadãos afim de garantir uma votação mais segura e justa.

Pode-se perceber, portanto, que as raízes históricas e ideológicas brasileiras dificultaram o exercer da  cidadania no Brasil. Todavia, ao longo dos anos, transformações eficazes foram idealizadas e difundidas para fim de uma sociedade mais justa e igualitária no âmbito político social. Aliado a isso, tem-se como dever que o Governo assegure o cumprimento dos votos secretos, e também, disponibilize formas de cidadãos com baixo poder aquisitivo ingressem na política mais facilmente, afim de promover um cenário político mais polarizado.