ENEM 2002 - O direito de votar

Enviada em 22/10/2020

O voto brasileiro passou por muitas trajetórias. Com a primeira constituição, de 1824, apenas podiam ir às urnas os que possuíssem certa quantidade de alqueires de mandioca, mas ao longo do tempo houve expansão do exercício. Na contemporaneidade, muitos deixam de fazê-lo devido a entraves como falhas na ciência e no cumprimento de propostas, a comprometer a cidadania.

Primeiramente, deve-se ressaltar o saber. Embora a veiculação midiática divulgue a importância e a responsabilidade do votar, muitos não o fazem. Desse modo, torna-se dificultoso lutar por melhorias sociais, as quais podem acontecer por meio de um representante busque a qualidade de vida da população, a exemplo do prefeito de Colatina- ES, que nomeou voluntários nas obras dos canteiros da cidade, para que o dinheiro economizado fosse usado, por exemplo, na saúde. Com isso, o indivíduo se prive do seu direito e da chance de trazer benesses para a comunidade.

Outrossim, há descrédito. Mesmo com boas intenções, a minoria eleita  cumpre projetos. Dessa maneira, é visto como mentiroso e a população se sente desmotivada para tal atividade. Ademais, algumas pessoas trocam seu voto em troca do que precisam para sobreviver, como alimentos. Assim, não entendem que para a conclusão de algo existem estágios obrigatórios até sua aprovação, a exemplo das leis, e que a venda contribui para a perpetuação do cenário em que se encontram.

Logo, para minimizar os efeitos do conhecimento e da credibilidade, é necessário, portanto, contar com ações do Ministério Público e da Educação e, assim, estancar, gradualmente o quadro. Deve haver campanhas de conscientização, por meio de palestras e debates, a fim de fomentar a importância do voto para melhorias à sociedade, para o aumento do número de eleitores ativos. Por fim, proporcionar maior transparência, por intermédio de promessas que serão, certamente, cumpridas, bem como a proibição da venda de votos, a obter maior honestidade e, com isso, proporcionar a legitimidade e plenitude cidadã.