ENEM 2002 - O direito de votar
Enviada em 28/10/2020
A Constituição Cidadã, promulgada em 1988, trouxe o voto para menores de 16 anos e pessoas analfabetas. Sob esse viés, é discutida, na atualidade, o direito de votar, visto que existe muita corrupção nas campanha políticas. Nessa perspectiva, há a questão da venda do voto, assim como o desinteresse da população em votar contribuem para perpetua essa mazela no país.
Precipuamente, é válido enfatizar que grande parte da população quer obter vantagem própria e esquecem de buscar candidatos que queiram trabalhar para toda população. Dessa forma, o sociólogo francês Pierre Bourdieu defende “A teoria do habitus”, na qual a sociedade tende a normalizar e reproduzir comportamentos errôneos de uma determinada época. Sendo assim, é exatamente o que acontece quando o indivíduo aceita “a troca de favores” pelo seu voto. Prova disso são as reportagens do “Jornal nacional” que retrata escândalos de corrupção com comprar de votos em campanhas políticas pelo país. Por conseguinte, permanece o retrocesso na nação brasileira por permanecer nos cargos públicos políticos que pouco contribuem para o desenvolvimento da nação.
Outrossim, é possível ressaltar que parte da população não tem interesse de votar por defender que “na política só tem corrupção”. Nesse sentido, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman criou o conceito de “instituições zumbi”, nas quais as instituições, dentre elas o Estado, mantém sua forma a todo custo, porém perde sua função social. Desse modo, é notório que o Estado não incentiva a população sobre a importância do voto. Com isso, observa-se que algumas campanhas sobre voto só são divulgadas em canais como, por exemplo, a “Globo”, em períodos de campanhas políticas que enfatiza o ato de votar. Como resultado, parte da população não tem vontade de votar e quando vota é em qualquer candidato sem ao menos analisar propostas de governos e se o político vai beneficiar a comunidade em que a população vive.
Portanto, o Estado em parceria com corpo social de suscitar ações contra essas intempéries. Assim sendo, cabe ao Ministério da Justiça criar, por intermédio da polícia federal, ações dos seus agentes que investiguem de forma constante em campanhas políticas, que possam mitigar a compra de voto, com fito de proporcionar campanhas sem corrupção. Ademais, o superministério da Economia deve criar, por meio da televisão e internet, campanhas que ressaltem a importância e os benefícios do voto limpo, com intuito da população analisar e votar em candidatos que proporcione avanços significativos para a comunidade.