ENEM 2002 - O direito de votar

Enviada em 30/10/2020

No Brasil imperial, as fraudes eleitorais eram frequentes com o voto por procuração, no qual o eleitor transferia seu direito para outra pessoa que nessa época era censitário-parcela da população tinha direito a sufrágio-. Entretanto, na contemporaneidade, alguns candidatos ainda interferem na decisão particular de cada indivíduo votar livremente. Com efeito, há de se combater a compra de votos e a omissão das pessoas em relação aos seus atos que de forma indireta contribui para a corrupção.

Deve-se pontuar, de início, que a Constituição Federal de 1988-norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro- assegura a todos o direito à liberdade e à igualdade. Quanto a essa questão, é notório que grande parcela da população é influenciada por políticos que compram votos para ganhar a eleição. Assim, a falta de suprimento e comprometimento do governo, ficará sempre em evidência o que gera indignação e frustração dos indivíduos que contribuíram para esse processo.

De outra parte, a indiferença das pessoas acerca do aceitamento de venderem seus votos mostra-se obstáculo para promover mudanças sociais no Brasil. A esse respeito, para que sejamos um país com uma melhor democracia, onde a população possa confiar nos seus representantes e receber tudo aquilo que precisa  é fundamental votar consciente. Todavia, os cidadãos contemporâneos são incapazes de colocar em prática a responsabilidade futura.

Urge, portanto, que os candidatos e a população cooperem para mitigar as fraudes eleitorais. Cabe aos cidadãos escolherem seus aspirantes, por meio das melhores propostas impostas por eles, para que todos tenham ética e moral. É imprescindível, também, para os candidatos que comprarem votos, a cassação do registro de candidatura através do Ministério Público e, caso já tenha sido eleito, ter cassada a sua diplomação. A fim de que as transformações sociais, no Brasil, sejam realidade.