ENEM 2002 - O direito de votar

Enviada em 31/10/2020

Surgiu, em meio a Revolução Francesa, o questionamento acerca da igualdade dos homens na sociedade. Pensamento esse que pré-dispôs a política como escolha da maioria, ou seja,  persisti o voto perante a democracia nacional ou regional. Logo, por se tratar de uma nova forma de interpretação, encontrou-se dificuldades para se instaurar. Este desneixo, por mais que não tenha sido originado na contemporaneidade, é continuamente visto na atual sociedade brasileira; fruto este, da falta de conhecimento acerca da importância do voto para a plenitude dos direitos, gerando, por consequência, o acumulo de etnocentrismo no parlamento, isto é, a escolha é feita apenas pela minoria detentora de informações.

Primeiramente, é importante analisar as causas do impasse. A princípio, a Constituição Brasileira declara que o Brasil é discorrido de uma República, em que as decisões dos cidadãos são estabelecidas de forma indireta - o indivíduo vota em um legislativo ou executivo e estes argumentarão as leis. Por certo, essa pluralidade não é compartilhada a todos os brasileiros, uma vez que nem todos tem acesso educacional relacionado a política. O que é comprovada pela pesquisa “IBGE”, na qual, em 2019, apenas metade da população finalizou o Ensino Básico. A partir do princípio de que esse ensino é de devera importância a fim de garantir a democracia, a falta desse, gera uma lacuna para a estagnação da política do país. Favorecendo assim, as classes dominantes.

Seguidamente,  vale destacar as consequências. A priori, é necessário utilizar a Ética do Dever, de Immanuel Kant, para compreender o seguimento da problemática. Kant estabelece que os seres devem tomar suas atitudes universais, a fim de regrarem suas atitudes e entrar no correto. Quando não somente o direito de votar não é assegurado, mas também, não é estimulado pelo conhecimento; vai em contrapartida a lógica de Kant. Já que, enquanto os intelectuais tomam decisões para o próprio benefício; como escolha de políticos alienados, que tomarão decisões econômicas, sociais e  culturais voltadas para seu público; sem levar o universal em conta, a população carente é prejudicada.

Portanto, é mister que o Estado tome as devidas atitudes para amenizar o problema. Urge assim, que o Ministério da Educação, órgão responsável pela administração educacional do Brasil, articule uma nova frente literária no país. Por meio de uma reunião com os principais mestres e doutores em política de cada região, a fim de expor detalhadamente as variantes de suas localidades e articular uma nova frente que englobe o ensinamento de acordo com as diversidades regionais; esta que será estudada em todos os níveis de educação. Para que, os novos cidadãos tenham seus direitos respeitados, indo a favor da lógica de Kant e acabando progressivamente com a política de dominância.