ENEM 2002 - O direito de votar
Enviada em 24/10/2020
Como dito Heráclito de Éfeso, um dos principais filosofos da antiguidade, “nada é constante, exceto a mudança”. Conforme o decorrer da história da humanidade, essa frase mostrou-se acertiva, uma vez que a sociedade muito se modificou desde então, principalmente no âmbito político. Porém, a deocracia é um sistema que o Brasil conhece há apenas 131 anos, por isso, há anecessidade de se debater acerca do direito de votar. Para tanto, deve-se destacar a necessidade de participação jovem na política, bem como a falta de conhecimentos sobre o funcionamento do aparato polítco que a população possui.
Inciailmente, observa-se que os jovens estão cada vez mais alheios à política, deixando de lado seu papel modificador no meio social. Isso ocorre porque eles não veem representção política nos candidatos, muitas vezes deixando de votar ou votando nulo. Consequentemente, a voz jovem brasileira deixa de ser ouvida, tonarndo assim, uma sociedade incapaz de contemplar o interesse de todos seus cidadãos, ignorante dos anseios e necessidades juvenís. Exemplo claro disso foi apontado pela pesquisa realizada pela agência “Na Mosca, que concluíu que 57% da população jovem sente falta de um representante que lute por seus interesses.
Ademais, a falta de conhecimento dos brasileiros a respeito do funcionamento do sistema político acaba sendo fator delimitante no bom funcionamento desse. Esse fato se origina no ensino básico escolar, principalmente o ensino público, que além desse, apresenta diversos déficits a serem sanados. Sendo assim, por consequência, o brasileiro desconhece seu papel modificador nas decisões do país. Reflexo disso é o recente caso que repercutiu nas redes sociais, trata-se de uma “live”, na qual a cantora Anitta se mostrou ignorante às funções que os cargos políticos exercem.
Enfim, a democracia no Brasil é passível de aperfeiçoamento, visto que mesmo depois de proclamada a república em 1889, nem sempre ela prevaleceu e, portanto, é um sistema em construção, frágil. Por isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, promover maior interesse juvenil na política, por meio de debates e palestras, visando evidenciar a importância da participação da juventude no âmbito político. Não obstante, o Estado deve incluir na base curricular do ensino básico, oficinas que propiciem conhecimento sobre política aos alunos, tendo em vista tornar essa ciência em senso comum. Posto isso, a consequência seria a conscientização da população sobre o direito de votar.