ENEM 2002 - O direito de votar

Enviada em 30/10/2020

Na obra “A utopia”, de Thomas More, o autor correlata uma sociedade utópica, na qual todas as chagas sociais estariam cicatrizadas e os cidadãos teriam fundamental importância, pois a partir de uma votação coletiva é que seriam eleitos as autoridades para direcionar as concepções de justiça e julgamento. Fora da narrativa, analisa-se que o voto é um instrumento crucial para o desenvolvimento de uma comunidade. Todavia, a banalização da participação política e a inconsciência diante de tal prática, acarreta na difusão da insatisfação que se generaliza por inúmeros âmbitos. Logo, convém reverberar sobre a relevância do voto e como se desdobra suas consequências.

Sob essa esfera, é válido salientar o movimento sufragista no Brasil, em 1932, procuravam reivindicar o direito político feminino que seguia-se inerte e inoperante, devido ao fundamentalismo conservador e patriarcal da época. Diante desse exposto, torna-se perceptível a potência do direito ao voto, permitindo assim o auxílio as minorias que são- hiperbolicamente- veladas socialmente e estão de maneira, constante, empenhando-se para atingir a visibilidade e espaço em uma localidade excludente. Desse modo, é necessário que propagandas e vínculos midiáticos explicitem as conquistas feitas por meio do sufrágio e o resultante impacto delas.

Ademais, em 1988, na Carta Magna afirmava-se o direito político e obrigatório a todos os cidadãos brasileiros, estabelecendo que qualquer manifestação pudesse ser dada e considerada por meio da votação. Além disso, cabe ressaltar o desencadeamento da manipulação de opiniões em prol de candidatos e partidos que projetam para uma população carente futuros imagéticos e irracionais, dessa forma atingindo um substancial engajamento na comunidade, no entanto, ao final tende a servir somente as próprias particularidades e isola as necessidades coletivas. Em conformidade com o pensamento do filósofo francês, Jean Paul Sartre, a liberdade quando assumida, leva consigo a responsabilidade, isto é, todas as atitudes tomadas, engendra o comprometimento. Portanto, é viável elucidar todos os comportamentos sobre a política e a conscientização de tal.

Inexoravelmente, a votação é uma maneira de transformar uma realidade mortificante e alcançar a inclusão de povos tão subjetivos. Em suma, cabe ao Tribunal de Justiça Eleitoral, demonstrar através de mobilizações com palestras e manifestações em mídias sociais com auxílio de sociólogos e cientistas políticos, evidenciando a notoriedade do voto e como analisar de modo coerente os candidatos e as propostas políticas, descarnando qualquer dissimulação e  perspectivas incoerentes, a fim de incitar uma sociedade coesa, inalienável e coercitiva.