ENEM 2002 - O direito de votar

Enviada em 31/10/2020

A forma de pensar que hoje conhecemos como política foi pensada pela primeira vez na antiga Grécia, mais precisamente em Atenas, onde os cidadãos gregos sentavam-se à praça pública e discutiam o que viria a ser a política, com isso, tendo direito de votar e exercer a democracia todo cidadão ateniense, homem, acima de 21 anos e que não fosse analfabeto. Desde então a política e o direito de votar sofreram muitas mudanças até chegar ao Brasil onde começou a ser ministrado logo após o golpe de Marechal Deodoro em D. Pedro II, proclamando então a república. A partir desse ocorrido, a política começou a ser corrompida com o voto de cabresto aplicado pelos coronéis no início do século XX e logo após pelas compras de voto.

Com tudo, tais problemas agridem a sociedade até os dias atuais, pois  ter o direto de voto, de nada vale se esse voto não for livre, já que, em uma sociedade democrática como é a que vivemos, é de direito do povo ter a autonomia e a liberdade necessária para fazer isso com consciência, até porque, desde os primeiros anos de república a política brasileira tem sido marcada pelo exercício dos poderosos e, consequentemente, o silenciamento dos mais fracos.

Com o intuito de mascarar tais problemas as mídias reproduzem completamente o oposto da realidade, retratando toda a população votando com honestidade e ética, escondendo assim, todos os casos em que há a corrupção do voto, como a compra de votos por exemplo. Coisas do gênero acontecem rotineiramente, tendo alguns casos em que os políticos compram o voto dos mais pobres com cesta básica.

Tais problemas necessitam de correção com o apoio do estado, e cooperação da população, para a implementação de leis mais rigorosas para punir todo e qualquer candidato a política que tente corromper o voto de seu eleitor, para que dessa forma, mesmo os mais necessitados não sejam iludidos com uma simples cesta básica, por exemplo. Conseguinte, os eleitores conseguirão votar com mais consciência e responsabilidade.