ENEM 2002 - O direito de votar

Enviada em 01/11/2020

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida”. No cenário político-partidário no Brasil, perpetua-se com o direito de votar. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que tem como principais causas: o desinteresse da população e o não comprometimento político.

É indubitável, nesse contexto, que a falta de interesse da população esteja entre as causas do problema. A Constituição Federal de 1988 assegura a todos os maiores de 18 anos o direito ao voto. No entanto, no século XXI, parte da população não está dando à importância necessária ou até mesmo deixando de realizar esse dever do cidadão na sociedade. Conforme o filósofo Thomas Hobbes, o homem é o lobo do homem. Nessa perspectiva, pode-se analisar, que o homem é o seu próprio inimigo. Uma vez que o individuo, perde a oportunidade de escolher conscientemente seus representantes, permite que pessoas com menos preferência se elejam, o que influência na consolidação dessa adversidade.

Outro ponto relevante, nessa temática, é o não comprometimento político. De acordo com Sócrates, é muito mais fácil corromper do que persuadir. A tese do filósofo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange á corrupção, tendo em vista que quando a população elege um candidato, esperasse que ele promova transformações sociais, mas isso não ocorre com eficiência. Os desvios de dinheiro público, e fraudes, intensificam todos os anos, o que dificulta mudanças necessárias na coletividade.

Portanto, compete ao Ministério da Educação, promover palestras e debates, em escolas, a respeito da responsabilidade de votar e dos direitos e deveres do cidadão, com objetivo de trazer incentivo aos jovens. Além disso, uma hashtag pode ser criada nas redes sociais, para aumentar a visibilidade do projeto entre as pessoas. Em suma, é preciso que se aja agora, pois, como constatou Anne Frank: “Que maravilha é ninguém precisar esperar um único momento para melhorar o mundo.”