ENEM 2002 - O direito de votar

Enviada em 01/11/2020

De acordo com Aristóteles, “a base da sociedade é a justiça”. Não obstante, as dificuldade encontradas para valorizar a função e a necessidade do voto hoje no Brasil, se revela como uma injustiça, haja vista que, brasileiros dos séculos passados batalharam constantemente para o direito essencial de votar, e isso desestrutura a sociedade. Com isso, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do legado histórico do Brasil e da falta de investimento.

Em primeiro plano, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma de valorização do voto e de posteriormente benignas transformações sociais a história do Brasil. Consoante a Claude Lévi-Strauss, só é possível compreender uma sociedade atual estudando o seu passado. Nesse sentido, faz-se importante romper com as raízes da antiguidade, haja vista que em meados da República Velha no Brasil, o coronelismo modificou, de maneira retrógada, a política, a qual manipulava a escolha do votos das pessoas. Desse modo, hoje, essa cultura ainda se vê forte, a exemplo nos “escambos” doados pelos políticos em épocas de eleições, e esse tipo de atitude corrobora para a população desacreditar no voto, ou até mesmo na política brasileira.

Outrossim, a falta de investimento ainda é um grave entrave na resolução da questão. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimentos no Brasil, somando setores públicos e privados está no seu menor nível dos últimos cinquenta anos. Nesse pesaroso contexto, observa-se que para resolver um problema de questão pública é preciso investimento massivo, e como isso não é efetivado, muitos brasileiros começam a desvalorizar a politica e posteriormente negligenciar seu voto. Com essa visão, como exemplo disso a precariedade dos diversos âmbitos assegurados pelo Estado, como a saúde que há pouco investimento, o que acaba por torna-lo frágil e criando um sentimento de “ódio” pela população sobres os políticos. Assim, os brasileiros, majoritariamente, esquecem o poder do próprio voto sobre a sociedade como um todo, e isso gera a a valorização do âmbito político uma utopia.

Portanto, para que a sociedade valorize a capacidade do voto como um potencial de mudança positivas na vida das comunidades, faz-se peremptório, que o Ministério da Público Federal, órgão que regula a justiça em âmbito nacional, através do Tribunal de Contas, fiscalize o direcionamento de verbas do país, e que envie para áreas que realmente necessitem. Nessa perspectiva, objetiva-se que a população brasileira valorize o governo, assim como a importância do voto, o qual pode por representantes que tenham interesses em convergência com boa parcela do povo, destarte a justiça que dialogava Aristóteles concretize-se.