ENEM 2002 - O direito de votar
Enviada em 01/11/2020
Na obra ``A República´´, do escritor grego Platão, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de cidadãos incultos. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o direito de votar apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização de uma pólis ideal para Platão. Nesse sentido, esse panorama desvantajoso é fruto tanto da péssima organização estatal partidária, quanto das fake news. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o cidadão não saiba a importância do voto deriva das baixas atuações dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador empirista John Locke, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, no entanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse contexto, a falta de atuação das autoridades na questão da organização partidária, estabelece injustiças e uma grande burocracia para aprovação de projetos e leis que beneficiem a autonomia dos trabalhadores. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar as fake news como promotor do problema. De acordo com pesquisas de Harvard, em Massachusetts, os jovens podem decidir os rumos de uma candidatura, por meio de propagandas nas redes sociais que elevam drasticamente o nome de qualquer candidato a qualquer cargo político. Em relação a esse pressuposto, as notícias falsas tem o poder de promover a imagem de pessoas com má intensão governamental, o que faz com que muitos adolescentes percam seu voto em pessoas ruins que não irão dar retorno para sociedade. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de informações sobre os candidatos contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a falta de conhecimento do cidadão perante ao voto, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo, será revertido em reduzir benefícios partidários e político, com intensão de diminuir gastos públicos e promover debates entre candidatos em rede aberta e meio digital, para que se conheça as propostas e histórico de cada um, por meio do Ministério da Justiça e Ministério de Comunicações, que irá potencializar o direito do voto e da cobrança por melhorias pelo brasileiro. Logo, atenuar-se-á, em longo prazo, os impactos nocivos da desinformação eleitoral, e a coletividade alcançará a harmonia do livro de Platão.