ENEM 2002 - O direito de votar

Enviada em 31/10/2020

Na Grécia antiga, base da civilização, o cidadão votava na legislação, no governador e na proposta a ser exercida, o que fazia desta, a democracia mais direta já realizada. No Brasil a constituição de 1988, garantia plenos direitos ao povo para, apenas, a eleição de um representante. Entretanto, na história política do Brasil há muitas fraldes, o que gerou um caráter anestésico em grande parte da população, em relação ao direito de votar. Desse modo, é fundamental destacar a passividade pós votação, bem como o sentimento de obrigatoriedade do voto.

Em primeira análise, o Brasil é considerado um país emergente, formado, em sua maioria, por população com baixa renda, que viram alvos de políticos populistas que dizem ser a voz política do povo, prometendo a resolução de problemas complexos de forma simples. Contudo, de acordo com o Jornal G1, apenas 18% das promessas políticas são cumpridas, demonstrando uma passividade dos eleitores, pós votação, quando não se manifestam em relação a execução do plano de governo apresentado, explanando a passividade pós voto dos eleitores.

Em segunda análise, a história do Brasil está relacionada fraudes e restrições políticas, como o voto de cabresto, no período oligárquico, e a restrição de gênero e renda, no período monárquico. Atualmente, o voto é obrigatório e independe de gênero, raça, cor ou renda, tornando-se uma conquista para o povo. Porém, de acordo com o jornal G1, o percentual de votos nulo é o maior desde as eleições de 1989, o que demonstra que a população não se sente representada politicamente, assim como não sentem que o voto é uma conquista e sim uma obrigação.

Tendo em vista o exposto, e essencial destacar a importância do debate acerca do direito ao voto. Por conseguinte, é necessário que o Ministério da Educação (MEC), formule uma proposta de lei na qual torna obrigatório o ensino da importância do poder do voto, aderindo à disciplina na base comum curricular (BNCC), para ensinar a importância e a fiscalização, do voto e dos votados, contrapondo ao sentimento político anestésico.