ENEM 2002 - O direito de votar

Enviada em 29/10/2020

A Constituição Federal de 1988 declara todos os cidadãos brasileiros livres e iguais perante a jurisdição. Porém, que o assunto é o direito ao voto, o que se observa são cenas de preconceito e desigualdade. Assim sendo, vislumbra-se que esse panorama, estimulado pelo descaso governamental, somado ao atraso político vivenciado no país, representa uma persistente tribulação no aspecto contemporâneo do Brasil.

A priori, é fulcral salientar que o sociólogo Émille Durkheim afirma, em seus inúmeros estudos, que o poder público se responsabiliza pelo gerenciamento das questões que envolvam a coletividade estabelecendo, por conseguinte, o bem-estar social. Entretanto, a perspectiva adotada pelo estudioso manteve-se no plano teórico, em virtude do descaso governamental em promover a igualdade perante votações. Diante disso, torna-se comum a corrupção frente as eleições, movida por troca de interesses e favores.

A posteriori, é perceptível o retardo político brasileiro no tocante das cédulas eleitorais, levando em conta o direito ao voto feminino, que tornou-se Lei brasileira na Constituição Federal de 1934, enquanto países como Nova Zelândia adotaram o mesmo ainda em 1893. É válido ainda ressaltar que analfabetos, durante praticamente 100 anos, foram afastados de seus direitos políticos, uma vez que tiveram acesso à preferência apenas através da legislação vigente.

Por fim, caminhos devem ser elucidados para resolver esse impasse, levando-se em consideração as questões abordadas. Sendo assim, cabe ao Governo Federal - órgão responsável pelo bem-estar da população - elaborar um plano nacional de apoio ao voto e ao livre-arbítrio, de modo a instituir ações, como campanhas publicitárias anticorrupção, mediadas por sociólogos. Dessa forma, os cidadãos do país terão seus direitos mais resguardados e respeitados.