ENEM 2002 - O direito de votar

Enviada em 01/11/2020

Durante o processo de formação da civilização ocidental, a antiguidade clássica de Grécia e Roma se sobressaíram em seus respectivos legados às civilizações futuras. O sufrágio universal, muito embora estivesse longe daquele remoto tempo de culturas em desenvolvimento, ainda sim, muito do que se existe sobre democracia, república e por conseguinte, o direito ao voto, é herança direta desse tempo longínquo. Nesse sentido, a evolução político-social brasileira é uma manifestação do contínuo progresso intelectual sobre democracia que, não obstante a falta de representatividade às minorias sociais e a falta de comprometimento com a cidadania por parte da população, ainda sim, é um marco na história da humanidade.

É incontrovertível que o Estado, como organização social, nem sempre exorte em sua totalidade as necessidades de seu povo. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, a mais bem feita máquina a vapor produzida por um homem, nunca terá sua eficiência maximizada em cem por cento, devido à uma impossibilidade física inerente à matéria e ao processo mecânico. Do mesmo modo, muito embora as limitações naturais do estado, ainda sim quilombolas, indígenas, homossexuais, etc. ainda carecem de representatividade dentro do estado brasileiro como é exortado pelos principais meios de comunicação.     Outrossim, com o advento da globalização e da tecnologia, tida como força motriz da integração social, muito do poderio de integração sociocultural da internet, acabou por se dissipar em meio à má utilização dessas tecnologias. Tal fato se observa com a incessante produção e disseminação das chamadas notícias falsas, que muito podem atuar na promoção ou deturpação da imagem de candidatos, através de algoritmos e robôs que promovem disparos em massa de informações distorcidas nas redes sociais.         Logo, é evidente que muito ainda deve ser feito a fim de transpor as barreiras dos problemas da vida política e social brasileira. Assim, é papel do congresso Nacional, trabalhar na promulgação de leis que favoreçam a resolução de problemas de setores marginalizados da sociedade como é o caso da população indígena, quilombola e lgbt, para que estes possam se fazer de posse de representatividade dentro do estado brasileiro. É necessário também, o estímulo Nacional à responsabilidade intelectual, cabendo à população, sob tutela da constituição Nacional e do poder Judiciário, protestar e cobrar, tanto a iniciativa privada quanto o estado Brasileiro para que forneçam ao interlocutor transparência e verossimilhança, favorecendo a clareza e honestidade dentro das eleições.