ENEM 2002 - O direito de votar
Enviada em 29/10/2020
A primeira fase da República brasileira é pejorativamente denominada como “República Velha”, uma vez que envolve diversos conflitos pela conquista do poder. Desse modo, os grandes proprietários de terra exerciam o “Coronelismo”, uma prática em que o coronel impunha seu domínio sobre a população local, conquistando votos que garantiam os interesses e a permanência das oligarquias no governo. Sendo assim, é fundamental destacar a importância da cédula eleitoral, qual é oferecida a todo e qualquer cidadão brasileiro e secretamente, tendo em vista o peso sociocultural que esta carrega.
Em primeira instância, o Brasil adota o regime democrático representativo, por meio do qual o povo elege seus representantes, dando-lhes poderes para que eles atuem em seu nome. Destarte, no Art.14 da Constituição Federal de 1988 é escrito que “a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos”. Por meio deste, é crucial relembrar que anteriormente aos decretos propostos pela Carta Magna, inúmeras populações nacionais eram excluídas, periodicamente, das eleições, como foi o caso das comunidades indígenas, analfabetos, mulheres e, parcialmente, os presidiários. Logo, o voto não é apenas uma parte do processo de progresso para o país, transformasse em direito e posse de uma nação, a qual previamente foi suspensa e negada para milhares de cidadãos, no entanto, atualmente é dever nacional.
Em segunda análise, para Aristóteles, o homem é um ser imperfeito, que busca constantemente a comunidade para alcançar a completude, portanto, o ser humano é naturalmente político. Todavia, embora o pensamento do filósofo grego seja coerente, a juventude na contemporaneidade encontra-se instável, porquanto é frequentemente delatado através das mídias sociais casos de corrupção, extorsão e manipulação envolvendo autoridades políticas, desestimulando os jovens no que diz respeito ao desenvolvimento da nação. Diante dessa perspectiva, para o filósofo francês, Barão de Montesquieu: “A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios”; isto posto, faz-se crucial instigar adolescentes e adultos a conservarem o hábito de pensar, acreditar e lutar pelas próprias causas, em síntese, pela cédula eleitoral.
Portanto, é imprescindível que todos os cidadãos sejam motivados em confiar seu voto em representantes políticos éticos. A partir disso, as mídias sociais, orientadas pelo Governo Federal, deve incentivar a instituição familiar, igualmente as escolas de ensino público e privado para com os jovens, a participarem de eleições. Não obstante, tem de haver o conhecimento de adolescentes e adultos sobre as propostas dos candidatos, assim é essencial que estas sejam discutidas e aprofundadas por profissionais competentes, garantindo então que os cidadãos deem continuidade a democracia.