ENEM 2002 - O direito de votar

Enviada em 29/10/2020

No final do Regime Militar brasileiro, o povo foi as ruas para reivindicar o direito de votar e acabar com a ditadura vigente, em um movimento chamado “Diretas já”. Nesse contexto, é notório que, o direito de votar é uma pauta que precisa ser fortalecida pela correta educação familiar e por ações do Governo que estimulem os cidadãos a participarem das eleições.

Vale ressaltar, a princípio, que a falta de ensino dos pais sobre a importância do voto contribui para a permanência desta problemática. Nessa óptica, o artigo 229 da Constituição Federal diz que os pais devem assistir, criar e educar seus filhos. Entretanto, os genitores não lecionam a sua prole que o voto é essencial na democracia, pois tem a função de eleger os representantes políticos nacionais. Sendo assim, a educação incompleta forma indivíduos despreparados para exercerem sua cidadania.

Ademais, é imprescindível destacar que a escassez de medidas governamentais para estimular a participação política é uma das causas do problema em questão. Sob essa perspectiva, o sociólogo Émile Durkheim defende que o Governo, a Escola e a família formam a coesão social. Nessa conjuntura, o Estado rompe com a sociedade ao não motivar os jovens, principalmente, a comparecerem nas eleições, em razão de aprenderem o papel do cidadão. Por conseguinte, os brasileiros são desinteressados a votar, devido a ausência de conhecimento e estímulo.

Infere-se, portanto, que ao utilizar a correta educação e a adoção de medidas do Governo é possível fortalecer o direito de votar. Com isso, cabe ao Ministério da Educação, por meio da escolas, elaborar palestra a envolver pais e alunos, em prol de ensiná-los que a participação política é necessária para eleger os indivíduos que possuem as ideias semelhantes ao do seu eleitor e assim cumprir a cidadania. Outrossim, cabe ao Poder Executivo mudar o Código Penal com leis que obriguem os prefeitos dos municípios a distribuírem panfletos que informem em como o voto é fundamental na vida do sujeito, porque ele é a melhor alternativa para o povo questionar e estabelecer seus direitos.