ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira
Enviada em 16/09/2019
Durante a 1ª revolução industrial, crianças eram exploradas diariamente nas fábricas realizando trabalhos repetitivos numa carga exaustiva de 14 horas por dia em condições precárias e isso era visto na época como algo ‘’normal’’. Hoje, apesar da consolidação do Artigo 403 das Leis Trabalhistas, que diz ser proibido qualquer trabalho à menores de 16 anos, a exploração do trabalho infantil ainda ocorre no Brasil de forma ilegal, privando crianças e adolescentes de terem seus direitos. A pobreza e a desigualdade - problemas ainda recorrentes no país, são os principais fatores que contribuem para a persistência do trabalho infantil, crianças sem nenhuma perspectiva de vida são submetidas à este tipo de situação. Como por exemplo, as crianças que trabalham na quebra da castanha - de - caju no Rio Grande do Norte e, devido ao óleo ácido presente no fruto, perdem suas digitais, ou seja, sua própria identidade. Além disso, menores também se arriscam nos trânsitos das grandes cidades, fazendo malabarismos, limpando os retrovisores dos carros, buscando ganhar alguma renda no final do dia. Dados divulgados pelo IBGE em 2017 apontam que em 2016, 1,8 milhões de meninos e meninas continuam trabalhando em atividades proibidas pela legislação, isso continua acontecendo porque além do descaso das autoridades com a situação, o método de fiscalização é ineficiente, fazendo com que a mesma não chegue em diversos lugares e o problema não seja resolvido. Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. O governo precisa trabalhar nas políticas de apoio à essas famílias mais pobres dando suporte, como saúde, educação, oportunidade de emprego, para que assim as crianças e adolescentes não precisem trabalhar para ajudar na renda de casa e possam estudar, praticar esportes, brincar, e aproveitar de todos os seus direitos. Além do mais, trabalhar com uma fiscalização que seja mais eficaz, com a ajuda de orgãos como o Estatuto da Criança e adolescente, e que atue principalmente em áreas onde esses menores ficam mais vulneráveis à exploração.