ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira

Enviada em 07/07/2020

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é terminantemente proibido que crianças sejam expostas a toda e qualquer forma de trabalho abaixo dos 14 anos de idade, a não ser que seja um aprendiz. Porém, a desigualdade ainda é muito grande no nosso país, levando várias famílias a viverem em condições precárias, o que seduz as crianças ao desejo de querer ajudar os pais na renda da família, se pondo a trabalhar.

Com o início da Revolução Industrial, popularizou-se bastante a questão do trabalho infantil, onde crianças eram expostas ao trabalho direto em condições terríveis, sem ter direito aos estudos e a uma infância decente, e, ainda, ganhando menos do que os adultos. Hoje em dia, ainda que existam leis que proíbem essa prática, a fiscalização é péssima e muito baixa, permitindo que empresas, e às vezes, até mesmo os pais, cometam esse crime, expondo muitas crianças a várias situações de risco.

Diante dessa situação, se torna muito comum encontrar crianças pedindo algum dinheiro ou vendendo produtos em semáforos, praças, ruas, avenidas e transportes públicos para conseguir algum sustento para sua família, ou mesmo, sendo forçadas a conseguir esse dinheiro, privando-as dos direitos de poder brincar e estudar e a expectativa de um futuro promissor. Os Direitos da Criança especificam que crianças devem ser protegidas de qualquer forma de exploração, sendo ela econômica ou não. Mas o que se vê, é apenas o mascaramento dessa realidade, com discursos no qual o trabalho precoce poderia ser uma forma para o desenvolvimento humano e social.

Em torno disso, é necessário que todos trabalhem juntos para o combate do trabalho infantil. Assim, necessita-se, principalmente, do governo para fazer uma fiscalização mais rígida nas ruas e empresas, impedindo a contratação de indivíduos abaixo de 14 anos. O Ministério da Educação pode disponibilizar ensinos integrais nas escolas, com atividades esportivas e culturais depois das aulas regulares, para evitar que crianças fiquem mais tempo expostas nas ruas. O Ministério da Cultura, em parceria com centros comunitários, pode criar cursos profissionalizantes ou oficinas de artesanato aos responsáveis das crianças para que possam ter uma profissão e melhorar a renda familiar. Também é necessário uma ação do governo para ajudar famílias em condições de mais vulnerabilidade, criando condições de equiparação e proteção, reduzindo a pobreza e a desigualdade. A população também pode ajudar, fazendo denuncias a cada vez que avistarem algum caso de exploração infantil, sem ficar calada, ajudando a tirar mais crianças dessa realidade. É necessário que todos nós juntemos forças para combater essa prática ilegal, e ajudar o nosso pais a ser melhor, dando um bom futuro para os nossos pequenos de agora, e contribuindo para as gerações futuras.