ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira
Enviada em 17/09/2020
A exploração do trabalho infantil no país ganhou enorme relevo durante a Revolução Industrial, em que crianças eram usadas como mão-de-obra nas fábricas. Semelhante a essa época, no contexto brasileiro contemporâneo, o trabalho infantil é um problema que se perpetua e por conta da pobreza e do ensino deficitário, precisando ser combatido. Assim, faz-se imprescindível a busca por alternativas para a alteração de tal quadro.
Em primeiro plano, é válido expor que o desemprego é um grande contribuinte para a manutenção dessa questão, pois em virtude dele o infanto precisa trabalhar para contribuir com a renda familiar. Nesse sentido, o pensamento de Thomas Hobbes: “O Estado é responsável pelo bem-estar da população”, desencontra a realidade, visto que as oportunidades de emprego, assim como as medidas de assistência às famílias vulneráveis são insuficientes. Dessa forma, os genitores usam suas crianças para obtenção de sustento, o que acaba impedindo-as de ter uma infância adequada.
Ademais, o Estatuto da Criança e do Adolescente, assegura o direito à educação e proteção contra toda forma de exploração aos jovens, no entanto, muitos deles não usufruem dessas garantias fundamentais. Nessa óptica, nota-se que a incapacidade de assegurar que as crianças frequentem a escola até a idade mínima para a admissão de um emprego, ocorre devido a baixa qualidade de ensino ofertado, acarretando o aumento da desistência precoce. Desse modo, os infantos não enxergam sentido naquilo para o futuro, tornando-se suscetíveis à exploração infantil.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para atenuar o entrave. Logo, cabe ao Governo Federal, instância máxima de ação executiva, criar medidas efetivas de amparo, por meio da aplicação de programas de capacitação técnica para adultos de famílias desamparadas, a fim de garantir sua entrada no mercado de trabalho. Além disso, o Ministério da Educação, órgão de grande relevância nacional, deve reforçar o interesse estudantil pelo conhecimento, por meio da atualização da grade curricular, com o intuito de oferecer matérias com aplicação prática. Assim, esse cenário nefasto poderá ser amenizado.