ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira
Enviada em 18/12/2020
Em 1850, na Inglaterra, dava-se início à Revolução Industrial, e junto dela uma atividade chave para uma prática que se tornaria comum. Visto a inexistência de Direitos Sociais e Trabalhistas, tornou-se socialmente tolerável a utilização de mão-de-obra infantil em fábricas e indústrias. Com o avanço da Idade Contemporânea, dos Direitos relativos a cada Constituição e da interferência da ONU no combate ao trabalho infantil começou uma luta visando a finalização desse tipo de atividade. Porém, o trabalho infantil ainda existente no Brasil realça uma grande desigualdade social, além de prejudicar a frequência da criança em instituições de ensino. É necessário combater esses pontos para que seja criado um ambiente no qual haja estímulo das famílias de menor renda para que os filhos continuem no mundo escolar.
Segundo o filósofo brasileiro Mário Sérgio Cortella, o trabalho infantil é um sequestro da criança, impossibilitando-a de estar em outros locais e situações. Salienta-se também, que, antes de tudo, o trabalho infantil torna-se uma perpetuação da miséria existente, uma vez que reclusa-se a criança do ambiente escolar e do ambiente familiar, tornando-a um produto no qual o resultado final é a renda que será revertida para a família. De tal modo, a criança “sequetrada” e afastada das instituições de ensino torna-se, em potêncial, alguém que irá repetir as mesmas atividades, criando um cenário de cíclico dentro de sua própria família.
Ademais, expressa-se uma relação íntima entre o trabalho infantil e a evasão escolar. Segunda reportagem vinculada com o grupo “O Globo”, em 2004 era sinalizado que cerca de 2,3 milhões de crianças se encontravam nesse tipo de situação na região do Nordeste, de maneira que, em matéria publicada pelo grupo “Futura”, informa-se que, em 2018, aproximadamente 12% dos estudantes de baixa renda deixaram a educação básica, de modo que a maior parte da evasão ocorreu no Norte e do Nordeste.
Buscando a solução de tal imbróglio apresentado, é necessário que ocorra por parte da União o reforço da importância da permanência da criança em local escolar, utilizando-se da mídia, como principal agente propagador de informações,a propagação de campanhas de conscientização familiar sobre o trabalho infantil, fazendo parcerias com Instituições de ensino visando a reeducação das crianças e das famílias. Além dessa atitude, torna-se necessário que o Ministério da Educação busque o fornecimento de bolsas de estudos para alunos de baixa renda, matriculados e com alta taxa de presença visando incentivar que não ocorra evasões. Apenas desse modo estaremos nos encaminhando para um sociedade melhor para nossas crianças e jovens.