ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira
Enviada em 05/01/2021
A partir da Primeira Revolução Industrial, notou-se maior discussão a cerca do trabalho infantil, visto que nesse período explorava-se de forma exacerbada a mão de obra das crianças. Não distante da atualidade, apesar de já haver leis que visam proteger crianças e adolescentes de tal exploração, ainda há uma quantidade significativa de indivíduos menores de idade que vivem nessas condições. Desse modo, faz-se necessário o debate da problemática, a fim de entender as raízes histórias e a não efetivação das leis contra a exploração do trabalho infantil.
No que se refere à Revolução Industrial, pode-se dizer que o trabalho infantil não começou ali, entretanto se tornou mais perigoso. No período anterior à chegada das máquinas, era comum que as crianças desde cedo ajudassem os pais no campo, por exemplo. Todavia, com a mordernização da produção, a mão de obra infantil foi adotada nas grandes fábricas, principalmente, por ser mais barata. Logo, diversas crianças abdicaram de sua infância para tentar - e quase sempre em vão - trazer um condição de vida melhor para sua família. Trazendo para a atualidade, esse fato se comprova a partir de uma pesquisa realizada pela PnadC, que afirma que em 2016 havia 2.4 milhões de jovens de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil. Vale ressaltar que muitos desses são retirados das escolas, acarretando na problemática da evasão escolar, visto isso, urge que medidas sejam tomadas para reverter essa realidade.
Outro aspecto a ser considerado é que, apesar de reconhecido o abuso e criarem-se leis e normas como o Estatudo da Criança e do Adolescente para combater o supracitado, muitas crianças ainda hoje vivem em condições precárias de exploração, seja por pressão dos pais ou condições de vida degradantes. O fato é que, por anos tal situação foi considerada normal e menores já eram vistos como adulto, sem direito à aproveitar a infância e estudar, de modo que muitas pessoas ainda preservam o pensamento ignorante de que têm o direito de usufruir dos jovens como produtos. Entretanto, a partir da efetivação das leis com punições adequadas o pensamento coletivo pode ser mudado gradativamente.
Dessa forma, portanto, conclui-se que a fim de minimizar a exploração do trabalho infantil, o Estado deve, a partir de parcerias com as instituições de ensino, incentivar a educação para que os jovens se mantenham nas escolas em busca de um futuro promissor. Ademais, é necessário que os direitos infantis sejam devidamente respeitados, de modo que se cumpra a lei por meio da punição adequada dos criminosos. As medidas tomadas têm o fito de corroborar com o progresso da cidadania e proporcionar maior qualidade de vida para os menores, pois, como defende o educador Paulo Freire, a educação proporciona a liberdade do indivíduo.