ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira
Enviada em 22/12/2020
Em silêncio, 261 crianças e adolescentes morreram em decorrência do trabalho entre os anos de 2007 e 2018, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. No entanto, Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, segue reforçando discursos a favor da discriminalização do trabalho infantil e naturalizando a realidade dura e desigual das famílas que estão em situação de vulnerabilidade social.
É importante pontuar que esta prática é proibida por lei e fere princípios constitucionais e dos direitos humanos como direto à vida, saúde, educação, lazer e esporte, uma vez que esta ligada à pobreza e evasão escolar. Entretanto, apesar da proibição, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, em 2016 haviam 2,4 milhões de crianças e adolescentes sendo explorados no país. Visto que o números são alarmantes, ainda sim há uma naturalização por parte da sociedade e dos governantes em relação á esta triste realidade.
Ademais, para a erradicação do trabalho infantil acontecer, é necessário compreender que é um problema estrutural, relacionado à desigualdade social pois a falta de políticas públicas de geração de renda e emprego, educaçao e lazer gera a necessidade de todos os membros da família ajudarem no sustento. Para tanto, as crianças são expostas à vários tipos de violência, entre elas os abusos e o aliciamento para o tráfico e exploração sexual.
É notório, portanto, que o trabalho infantil no Brasil é um problema grave, e precisa ser erradicado. Nesse viés é dever do governo, juntamente com a mídia, por meio dos ógãos responsáveis criar campanhas de divulgação e fiscalização para combater a impunidade e banalização desta realidade, além de reforçar políticas públcas afim de reduzir a desigualdade social no páis. Por fim, o incentivo a programas educacionais como o Jovem Aprendiz, que oferece trabalho remunerado mas garante que o jovem continue estudando são medidas cabíveis para que a morte dessas 261 crianças não fique no esquecimento.