ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira

Enviada em 23/12/2020

Durante a Primeira Revolução Industrial no século XVII, diversas pessoas foram submetidas a longas e intensas jornadas de trabalho em ambientes precários, dentre elas as mulheres e as crianças. Paralelo a isso, no Brasil, embora tenha havido várias transformções desde o século XVII, o trabalho infantil, assim como na época, é bastante atual no país. Tal vicissitude advém da mentalidade capitalista que objetifica os pequenos cidadãos transformando-os em escravos para os seus objetivos. Desse modo, não só a evasão escolar, mas também a pobreza acerca da questão intensificam esse quadro.

Nessa perspectiva, a evasão escola gera o trabalho infantil. Isso ocorre porque os indivíduos mais jovens largam os estudos ao começarem a trabalhar, devido à falsa ideia de que a aprendizagem não possui utilidade além de atrapalhar. Resulta desse panorama brasileiros analfabetos limitados a exercerem apenas um ofício, consequentemente acabam tornando-se descartáveis e ultrapassados aos olhos do mercado de trabalho. Isso posto, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em seu artigo 4 diz que os jovens possuem vários direitos e entre eles o direito à educação, o qual é bastante importante, porém, é pouco aplicado na socieade.

Além disso, é inegável que a pobreza perpetua o trabalho infantil. Essa situação acontece pois muitas famílias encontram-se em más condições básicas, chegando ao ponto de não haver alimentos, por exemplo, então como uma possível solução para isso, os pais instruem seus filhos a buscarem um emprego, privando-os de uma infância normal. Como consequência de quadro as crianças e os adolescentes acabam perdendo uma etapa principal de suas vidas e acabam desenvolvendo um amadurecimento precoce. Ilustra-se a profundidade dessa realidade com o livro “Capitães da Areia” de Jorge Amado, o qual narra a história de crianças sem famílias que roubam e trabalham para se manterem vivas, história essa muito semelhante ao cenário de vida de alguns brasileiros.

Logo, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, o Ministério da Educação deve, por meio dos instrumentos de comunicação, divulgar mensagens de cunho educacional informando a população da importância de estudar e as consequências de seu abandono, para que os indivíduos entendam as vantagens dos estudos e conquistem melhores condições de vida. Ademais, é essencial que o Ministério da Economia crie, por intermédio de verbas governamentais, um programa que distribua até R$1000 por mês para as famílias mais pobres e tenha a presença dos filhos nas escolas como um dos critérios, com o intuito de amenizar a pobreza, o trabalho infantil e assegurar aos menores de dezoito anos uma educação e uma infância tranquila. Assim, os direitos do ECA estarão sendo respeitados e problema em questão não refletirá a realidade brasileira.