ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira

Enviada em 24/12/2020

Na série " Anne with an E " é comum os meninos trabalharem para ajudar no sustento da família, mas esse vivência sobrepõe o trabalho à infância. Nesse contexto, é notório que o trabalho infantil na realidade brasileira é uma pauta que precisa ser combatida pela correta educação familiar e por políticas governamentais eficazes que assegurem os direitos das crianças. Por isso, precisa-se de novas condutas éticas e socias.

Vale ressaltar, a princípio, que a incorreta educação da família contribui para a permanência desta problemática. Nessa óptica, o artigo 229 da Constituição Federal diz que os pais devem assistir, criar e educar seus filhos. Entretanto, os genitores incentivam seus filhos a trabalharem para conseguirem renda e ajudar nas despesas, dessa forma, esse pensamento tira a liberdade que a prole precisa ter para seu desenvolvimento saudável. Sendo assim, o trabalho precoce é agravado pelo errado ensino paterno.

Ademais, é importante destacar que a ausência de políticas governamentais eficazes para a proteção da infância dos indivíduos é uma das causas do problema em questão. Sob essa perspectiva, o sociólogo Émile Dukheim determinou que o Governo, a Escola e a família formam a coesão social. Contudo, o Estado rompe com a sociedade ao não punir, de modo severo, os empregadores que possuem trabalhadores menores de idade. Dessa maneira, tal impunição alimenta o aumento da contratação dessa mão de obra, que por ser ilegal é mais barata aos patrões.

Infere-se, portanto, que medidas são necessária para acabar com esses impasses. Com isso, cabe ao Ministério da Educação, por meio da escolas, elaborar palestras a envolver pais e alunos, em prol de ensiná-los que os cidadãos menores de idade devem brincar e terem uma infância livre do trabalho, pois assim será garantido o correto desenvolvimento intelectual e social deles. Outrossim, cabe ao Poder Executivo mudar o Código Penal com leis que apliquem grandes multas a empresas que utilizam mão de obra juvenil ilegal, em razão de diminuir o número de empregados jovens. Proposta que, incipiente no presente, pode mudar as gerações futuras.