ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira
Enviada em 29/12/2020
A poderosa arma de Nelson Mandela
O Artigo 4° do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) exprime, como dever do Poder Público e da sociedade em geral, a garantia do direito infantil à vida, à saúde, à educação e à liberdade. No entanto, o que se presencia na sociedade brasileira atual é uma revogação dessa garantia por intermédio do trabalho infantil. Dessa forma, aponta-se a supervalorização do trabalho e a evasão escolar como causas dessa problemática, bastando analisá-las, junto às consequências, a fim de que o futuro da nação seja mantido com eficácia e zelo.
Em uma análise mais aprofundada, observa-se uma excessiva valorização do trabalho como meio de prestígio social, fazendo com que jovens entrem cada vez mais cedo no mercado de trabalho. Sob tal ótica, a procura desse prestígio logo na idade infanto-juvenil força os pequenos brasileiros a deixarem o mundo de sonhos e diversões para adentrarem no mercado de trabalho, deverasmente hostil à mentalidade infantil. Analogamente, uma pesquisa feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que há mais de 5 milhões de crianças e adolescentes em jornada de trabalho no país, comprovando esse fato. Por conta disso, o contato precoce com o trabalho pode produzir efeitos negativos no corpo humano, ocasionando distúrbios de sono e traumas psicológicos.
É possível observar, ainda, como a ausência de jovens em sala de aula se mostra causa grave do trabalho infantil. Isso porque, com a frouxa fiscalização dos pais e responsáveis adicionado a um relaxado acompanhamento pedagógico por parte da instituição, o estudante se sente a vontade para faltar às aulas e desvalorizar seu tempo de estudo, encontrando entraves que dificultam sueu processo de profissionalização, forçando o ingresso adiantado no mercado de trabalho. De mesmo modo, o ex-presidente Nelson Mandela marcou sua geração com seu pensamento, dizendo que a arma mais poderosa para se mudar o mundo é a educação. De fato, o trabalho infantil terá sua extinção decretada mediante ao poder do ensino. Como resultado dessa negligência educacional, a parcela de serviços informais tende a aumentar no futuro, prejudicando o sistema previdenciário brasileiro.
Em vista dos argumentos apresentados, é de suma importância assegurar os direitos das crianças e adolescentes, inibindo o trabalho infantil. Para tal, é necessário que o Poder Público, na figura do Ministério da Educação, ofereça suporte psicoeducacional, ou seja, orientação frente a problemas encontrados em ambiente escolar, por meio de apresentações teatrais que representem a realidade, para que o jovem não cometa a evasão escolar por meio de sua própria conscientização. Destarte, a poderosa arma de Mandela será absoluta para o fim do trabalho infantil na sociedade.