ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira

Enviada em 01/01/2021

As origens do trabalho infantil

Durante o século XVIII, no contexto de revolução industrial, privados de uma legislação e de leis trabalhistas, muitas crianças eram submetidas à longas jornadas de trabalho e à ambientes insalubres, compondo o cenário de trabalho infantil. Atualmente, porém, mesmo com órgãos e leis previamente estabelecidos, essa prática de trabalho exercido por menores ainda é muito comum, principalmente no Brasil. Diante disso, essa circunstância tem como causas a pobreza e a baixa escolaridade no histórico familiar, além de como consequência a evasão escolar.

O filósofo iluminista Jonh Locke, perante a pré revolução industrial na Inglaterra, estimulava a ideia de que as famílias em contextos de crise deveriam utilizar suas crianças de forma a ajudar na renda. Nesse sentido, ele enfatizava a ideia de “working schools”, que eram escolas que ensinavam certas atividades de ofício para as crianças. A partir disso, o trabalho de menores não era discriminado, além de ser visto como forma de tornar efêmero problemas financeiros das famílias daquela época. Hoje, no entanto, é muito mais compreensível o valor da infância no desenvovimento social. Além de que a escola, atualmente, é um mecanismo de trazer expectativa à crianças, diferente da concepção de colégio daquela época. Por isso, o trabalho infantil no Brasil não deve ser tolerado pela sociedade, uma vez que a criança precisa viver sua juventude, como também, seus direitos precisam ser respeitados.

Analogamente, com a estrutura capitalista desigual que impera na sociedade, onde perdura o sistema meritocrático, muitas famílias tomam a iniciativa de destinarem seus filhos ao trabalho desde cedo, para que se possa manter uma renda mínima de sobrevivência. Tal iniciativa, apesar de parecer uma boa opção na situação dessas famílias, causa a evasão escolar, gerando problemas futuros e a continuidade do ciclo do trabalho infantil na estrutura familiar. Assim, ainda é necessário que se estimulem as propagandas contra o trabalho de menores, pois, segundo dados do IBGE: “Mais de 2,4 milhões de crianças e adolescentes brasileiros, entre cinco e 17 anos, trabalham.” Assim, é notável que não ocorram denúncias suficientes que combatam esse problema social.

Diante dos fatos apresentados, o trabalho infantil é um problema social grave que ainda está presente na estrutura social. Assim, urge que a Unicef junto ao estatuto da criança, promovam mecanismos virtuais de denúncia e a defesa dos direitos da infância, por meio de propagandas midiáticas e a criação de um número de assistência destinado somente a esse tipo de denúncia. Para, assim, milhares de jovens possam ser resgatados, de forma a terem sua juventude recuperada. Em vista disso, espera-se que os índices de trabalho infantil venham a ser atenuados.