ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira

Enviada em 07/01/2021

Segundo a escritora norte-americana Caroline Arnold, a chave para a transformação não consiste na celeridade, mas no progresso gradual de grandes mudanças. Neste seguimento, tal pensamento, embora fundamental, não é concretizado na prática, pois a persistência do trabalho infantil carece de modificações, uma vez que não contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre não só pela negligência governamental, como também pelo despreparo social nesse âmbito. Dessa forma, é de extrema importância a discussão desses aspectos para o pleno funcionamento do país.

Primordialmente, é essencial pontuar a omissão estatal para combater a exploração de crianças e adolescentes no trabalho. De acordo com a filosofia aristotélica, o Estado será bom quando governado para o bem comum, entretanto, isso não acontece no Brasil. Tal fato advém, ora pela falta de fiscalização e aplicação das leis, já que o trabalho infantil na maioria dos casos é ilegal; ora pela carência na infraestrutura social, medidas estas que evitariam o problema, mas, devido à falta de disposição governamental, isso não é efetivado.

Ademais, é importante ressaltar a inaptidão comunitária para lidar com a mão de obra infantil, visto que o acesso ao ensino de qualidade enfrenta dificuldades. Conforme o educador e filósofo John Dewey, a educação qualificada é um processo social ao desenvolvimento, ou seja, o problema evidencia-se não só pela naturalização da evasão escolar com intuito de dedicar-se ao trabalho, bem como a pobreza, que gera a necessidade de crianças e adolescentes contribuírem financeiramente em suas casas. Sendo assim, uma mudança nos ensinamentos da sociedade será imprescindível para resolver o impasse.

Portanto, inferem-se novas maneiras para solucionar o trabalho infantil. Logo, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de capital governamental, deve promover não unicamente campanhas para educação, capacitação e aprendizagem dos indivíduos, acerca de uma forma sensata para combater crianças e adolescentes no trabalho, como também programas sociais em centro comunitário com a cooperação de profissionais da área socioeducativa, assim como melhores condições de vida à população, em prol de melhorias no apoio estatal, a fim de englobar todos a causa e atenuar o problema. Somente assim, se poderá alcançar o tão sonhado progresso de Carolina Arnold.