ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira

Enviada em 08/01/2021

O trabalho infantil no Brasil tem cor e endereço

A música “Marvin”, escrita pelo cantor e compositor brasileiro Nando Reis, narra a história de uma criança que precisou abandonar seus estudos para trabalhar e ajudar financeiramente sua família. Fora da ficção, a realidade no brasileira não é diferente, visto que o trabalho infantil no Brasil é um problema social que afeta negativamente milhares de crianças periféricas. Ocasionado não só pelo baixo nível de escolaridade familiar, como também pelo grau de pobreza presente nos lares brasileiros.

Sob esse viés, é importante destacar que, segundo o IBGE (instituto brasileiro de geografia e estatística) em 2019, cerca de 1,8 milhões de crianças estavam em situação de trabalho infantil, sendo elas em sua maioria do sexo masculino, pretos e periféricos. Já que esse grupo se encontra em maior vulnerabilidade social e busca nas ruas um meio financeiro para sustentar suas famílias. Uma consequência da gritante desigualdade social brasileira, pois, como disse o rapper nacional Emicida, “Trabalho infantil tem cor e endereço”. Nesse sentido, tirando das crianças negras e pobres o acesso a uma infância tranquila e justa.

Consequentemente, levando ao abandono escolar precoce, já que não há como conciliar o trabalho diário com a atividade escolar. Dessa forma, criando um ciclo em que uma família inteira se vê dependente do trabalho infantil, já que não possui auxílio governamental no combate a pobreza. Sendo assim, desamparados pelo Estado, o que eleva ainda mais a desigualdade social no país.

Infere-se, portanto, ser de extrema importância que o governo a nível federal e estadual não só fiscalize a incidência do trabalho infantil no país, mas também crie medidas de auxílio financeiro e social que beneficie a classe mais pobre. Promovendo  políticas públicas por meio do poder Legislativo, para que estas possam ser colocadas em prática pelo Poder Executivo, a fim de resguardar as famílias periféricas brasileiras, para que estas fiquem mais seguras financeiramente e assim não se vejam obrigadas a aderir a mão de obra infantil.