ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira
Enviada em 08/01/2021
É de conhecimento geral que a revolução industrial, séc. XVIII, marcou a consolidação do capitalismo, e, com ele, a desigualdade social. Esse fator faz com que várias famílias da camada popular, de países como o Brasil, necessitem de maior renda para sobreviver, gerando o trabalho infantil e o afastamento da escola.
De primeiro momento, é importante dizer que, a atividade econômica de crianças, muitas vezes acarreta no abandono escolar, como consequência há a desvalorização desses trabalhadores, cria-se, então, uma questão de vender-se por subsistência.
Segundamente, conforme uma matéria do site UOL, 1% da população brasileira concentra a renda de 28% do capital internacional, é perceptível a assimetria econômica, vigente nos salários da maioria dos contratados os quais possuem a carteira de trabalho. Conforme outra pesquisa feita, também pela UOL, o salário minímo deveria ser mais que o dobro do atual, para um brasileiro viver com recursos básicos e confortáveis do cotidiano.
Ademais, com o modelo político vigente hoje, muitas vezes as crianças do lar têm de recorrer a empregos terceirizados, por exemplo, para ter o que comer em casa, uma vez que os pais não ganham o necessário para manter-se uma família. A ocupação infantil é cada vez mais normalizada, seja por falácias de que quem começa cedo terá ‘‘sucesso’’ na vida, seja pelo aumento recorrente da exploração e desigualdade de países emergentes, como alguns latinos.
Entende-se, portanto, que é crucial, por parte do poder executivo, a execução de um reajuste salarial a todos os cidadãos do Brasil, havendo o quase fim da contratação infantil, que teoricamente não seria mais necessário. Assim como é importante a união do legislativo e judiciário para fiscalizar e aplicar leis já existentes contra o emprego de crianças, tendo como resultado a diminuição da exploração, e a valorização da mão de obra futura, considerando que a frequência nas escolas primárias aumentará.