ENEM 2005 - O trabalho infantil na realidade brasileira

Enviada em 21/05/2021

Segundo o último Censo do IBGE, de 2010, mais de 3 milhões de crianças e adolescentes trabalham ilegalmente no Brasil. Desse total, 1,6 milhão não tinha 16 anos de idade. A partir de 1988, ano em que foi decretada a Constituição, que proíbe trabalho infantil, o Brasil aumentou com bastante força as ações de combate a esse tipo de exploração. Diante disso, é necessário analisar os impactos educacionais e os impactos psicológicos.

Primeiramente, o ambiente social do trabalho em que as crianças estão engajadas pode afetar fortemente sua psicologia. A capacidade dessas pessoas de se relacionar e aprender são pontos graves que sofrem com o trabalho infantil. A carga de responsabilidade e pressão também pode trazer graves contratempos, especialmente em situações familiares nos quais a criança é a principal responsável pela maior parte da renda familiar.

Além disso, o aspecto educacional é fortemente impactado. Crianças que trabalham apresentam grandes dificuldades no aprendizado escolar, levando ao abandono. O relatório da Unicef Fora da Escola Não Pode – o Desafio da Exclusão Escolar aponta que entre os adolescentes de 15 a 17 anos que trabalham, 26% estão fora da escola. Entre os que não trabalham, o índice é de 14%. Se a família acredita que a escola pouco agrega ou oferece poucas perspectivas, a possibilidade de evasão escolar aumenta, as crianças e adolescentes ingressam no mercado de trabalho precocemente.

Portanto, o Governo em parceria com o Ministério da Educação disponibilize o ensino integral nas escolas com o intuito de oferecer atividades esportivas ou culturais às crianças após as aulas regulares, mantendo-as fora das ruas. Igualmente, deve o Ministério da Cultura em parceria com os centros comunitários, disponibilize oficinas de artesanato ou cursos profissionalizantes aos responsáveis dessas crianças para que, assim, tenham uma profissão, podendo exercê-la e como resultado, melhorando a renda familiar. Ademais, o Ministério da Educação em parceria com os Conselhos Tutelares, deve intensificar as fiscalizações acerca da evasão escolar, com o propósito de retificar a vida escolar das crianças e garantir seus direitos perante o Código Penal.